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HPV: vacina deve ser alargada a mulheres mais velhas e homens

foto FCF artigo"O HPV não escolhe sexos nem idades. A prevenção também não" é o lema da campanha de prevenção da infeção pelo papilomavírus humano (HPV). Da autoria da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), revela que esta infeção sexualmente transmitida, que afeta 75 a 80 por cento das mulheres e homens ao longo da vida, não está unicamente associada ao cancro do colo do útero. Devem-se ao HPV 84% dos cancros do ânus, 70% dos cancros da vagina, 47% dos cancros do pénis, 40% dos cancros da vulva e 99% dos condilomas ou verrugas genitais.

 

Francisco Cavaleiro de Ferreira, presidente da LPCC, em entrevista ao Vital Health, aborda não apenas o objetivo da iniciativa mas também alguns resultados obtidos desde o seu lançamento e, entre outros assuntos, as expetativas em relação à campanha.

Vital Health |Qual o objetivo da campanha de prevenção contra a infeção pelo papilomavírus humano (HPV)?

Francisco Cavaleiro de Ferreira | Sob o lema "O HPV não escolhe sexos nem idades. A prevenção também não", a campanha visa sobretudo chamar a atenção para a importância de homens e mulheres independentemente da idade ou de já terem iniciado a vida sexual, falarem com o médico sobre a vacinação.

Vital Health |Que público-alvo pretende sensibilizar?

FCF |A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) lançou esta campanha direcionada sobretudo para mulheres de meia-idade e homens, alertando-os para o risco de contraírem a infeção pelo papilomavírus humano (HPV) e desenvolverem vários cancros e outras doenças genitais associadas ao HPV.

Vital Health |Quando foi lançada era apenas dirigida à população feminina...

FCF | A campanha inicial contra o HPV, lançada em 2007 e que termina este ano, visou apenas as mulheres e centrava-se no cancro do colo do útero, uma das doenças causadas pelo HPV, para a qual existe rastreio e também pode ser prevenida pela vacinação.

Vital Health |Poderia apontar um resultado desta ação?

FCF | O HPV sendo um vírus de transmissão por via sexual, tornava-se importante a vacinação das raparigas no início da sua vida sexual, o que acabou por acontecer, com a inclusão da vacina no plano nacional de vacinação.

Hoje em dia temos estudos que demonstram que a utilização da vacina pode e deve ser estendida a mulheres com mais de 25 anos e até aos 45 anos e a homens até aos 26 anos para a prevenção de cancro e doenças genitais, razão pela qual a campanha agora lançada dá a conhecer que o HPV não distingue sexos nem idades. Sabemos também que a vacinação também é possível para mulheres que já iniciaram a vida sexual, tiveram uma infeção por HPV ou tiveram doença por HPV e foram tratadas.

Vital Health |Para além de incluir os homens como público-alvo, em que outros aspetos se diferencia?

FCF | A grande novidade desta campanha está na informação de que a prevenção do HPV vai para além do cancro do colo do útero e da prevenção da doença em mulheres. Sabemos que o HPV está associado a 100% dos cancros do colo do útero, 84% dos cancros do ânus, 70% dos cancros da vagina, 47% dos cancros do pénis, 40% dos cancros da vulva e 99% dos condilomas ou verrugas genitais. Sabemos também que algumas das doenças associadas ao HPV podem ser prevenidas pela vacinação em ambos os sexos.

Vital Health |Quais as expectativas da LPCC em relação a esta campanha?

FCF |As campanhas anteriores foram bem sucedidas na transmissão da mensagem, de que é sinal o facto de um inquérito, via internet, recente ter demonstrado que:

• 90% dos inquiridos de ambos os sexos já ouviu falar do HPV e sabe que se transmite por contacto sexual;

• Metade dos inquiridos desconhece que 70% a 80% das pessoas corre o risco de ser infetada pelo HPV ao longo da vida;

• Cerca de 60% dos inquiridos afirmaram que o HPV causa doenças genitais em ambos os sexos;

• As doenças mais associadas ao HPV foram o cancro do colo do útero (79%) e os condilomas ou verrugas genitais (41,7%);


Deste modo, queremos acreditar que este conhecimento por parte dos portugueses é fruto das campanhas que temos vindo a realizar ao longo do tempo, e que esta campanha vai permitir que haja uma maior informação e sensibilização para aqueles que podem beneficiar da vacinação como método de prevenção.

Fonte: Vital Health

 

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