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Entrevista
Debater a dor crónica e o sofrimento
Por: Miguel Borges, co-fundador da AMARA e coordenador da comissão de organização do evento “Viver a Vida”
Debater a dor crónica e o sofrimento

“Na doença, na dor e no sofrimento, muitas vezes, as pessoas têm perguntas para as quais precisam de respostas mas, por alguma razão (medo, inibição, etc.) não as fazem. Foi por isso que decidimos criar um ambiente onde os participantes pudessem escolher oradores, conferências e temáticas”, comenta em entrevista ao Vital Health Miguel Borges, co-fundador da AMARA – Associação pela Dignidade na Vida e na Morte e coordenador da comissão de organização do Encontro “VIVER A VIDA”.  Agendado para os dias 7 e 8 de outubro, este evento decorre na Escola Superior de Enfermagem de Lisboa (ESEL) e pretende também assinalar o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos.

 

Vital Health (VH) | Qual é o objetivo do “Viver a Vida”, organizado pela primeira vez pela AMARA – Associação pela Dignidade na Vida e na Morte?
Miguel Borges (MB) | Temos dois objetivos. O primeiro é proporcionar ao público em geral o máximo de informação no mínimo espaço de tempo com temáticas que nem sempre estão acessíveis ao público. Até porque verificámos que na doença, na dor e no sofrimento, muitas vezes, as pessoas têm perguntas para as quais precisam de respostas, mas por alguma razão (medo, inibição, etc.) não as fazem. Foi por isso que decidimos criar um ambiente onde os participantes pudessem escolher oradores, conferências e temáticas num leque alargado de opções. O segundo objetivo é proporcionar meios e um formato que leva as instituições e organizações a trabalharem em equipa. Esta vertente da complementaridade e do trabalho em equipa reforça o lema “juntos servimos mais e melhor”.

VH | Este evento é dirigido a quem?
MB | É dirigido aos profissionais de saúde, ao público em geral, aos estudantes e aos doentes e respetivos familiares e amigos. Preparámos não só temas abrangentes e muito pensados para o público em geral, mas também assuntos específicos para os profissionais de saúde.
Nesta área, onde é tão desafiante trabalhar, precisamos estar sempre atentos, a aprender e a “beber” de outras abordagens.
No “Viver a Vida”, os profissionais podem conhecer-se, debater e partilhar opiniões e ideias.
Quanto ao público em geral, estão convidadas a aparecer pessoas de todas as idades e especialmente idosos e seus familiares, para quem temos diversas conferências específicas. Consideramos muito importante dar elementos sobre o que pode ser o envelhecimento positivo e a forma de combater o isolamento social, assim como fornecer informações que ajudem qualquer pessoa na preparação de um envelhecimento ativo e saudável.

VH | Quantos participantes é que são esperados?
MB | Neste momento temos mais 500 inscrições em todas as conferências mas muitas pessoas ainda se estão a inscrever e outras só irão fazê-lo no próprio dia.

VH | Quais as expectativas relativamente a este encontro?
MB | Conciliar 80 oradores, 100 palestras e 20 conferências conjugando o trabalho de 34 instituições tem sido um desafio muito interessante e gratificante (deixo aqui uma palavra de apreço e gratidão para todos os que fazem parte desta grande equipa - mais de 130 pessoas entre oradores, moderadores, parceiros e voluntários; e em especial à Susana Dagot, gestora do evento, sem a qual seria impossível organizar algo desta envergadura).
O que mais queremos é servir quem mais precisa de informação técnica, útil, pragmática: o utente. Assim, acima de tudo, desejamos que os participantes saiam do Viver a Vida com a sensação de que descobriram algo que não sabiam, ou que receberam a resposta a uma pergunta que estava dentro dos seus corações porque ainda não tinha havido coragem para a formular. Este é sem dúvida o maior objetivo, pois não há nada mais angustiante do que ter uma pergunta e não a conseguir fazer.

VH | Poderia avançar o que está reservado para o encerramento?
MB | Posso “levantar a ponta do véu”... O que está guardado para o final é um encerramento muito especial que nos vai tocar a todos os que lá estivermos. Há outro segredo... relacionado com a investigação científica... mas prefiro não revelar.

VH | Em relação à AMARA, a organização que está na génese deste encontro, qual é a grande missão?
MB | Há 13 anos que temos a grande missão de servir quem está em sofrimento, por doença crónica, avançada e progressiva. Tanto os doentes como os seus familiares e amigos. Mais recentemente, e por solicitação dos nossos utentes, lançámos a apoio às pessoas idosas institucionalizadas, sobretudo as que sofrem de isolamento social. É nestas duas áreas de intervenção que a AMARA trabalha, buscando sempre a complementaridade e integração com todos os técnicos de saúde e outros profissionais, de acordo com o lema “Juntos servimos mais e melhor”.

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