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Iniciativas
Esclerose múltipla: quando a terapêutica é cumprida a qualidade de vida não é afetada

Nesta terça-feira, dia 15 de maio, realizou-se o workshop de formação sobre esclerose múltipla, entre as 9h30 e as 12h30 na Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM), em Lisboa. A iniciativa contou com a presença de médicos especialistas da área, nomeadamente a neurologista Joana Parra, que apresentou a patologia e desmistificou alguns conceitos erradamente preconcebidos que surgem associados ao tema, entre os quais a crença de que os doentes perdem qualidade de vida assim que a doença é diagnosticada.

 

“A esclerose múltipla é uma doença neurológica imunomediada, inflamatória, desmielinizante e também neurodegenerativa do sistema nervoso central. É uma doença que afeta, sobretudo, jovens adultos. A nível nacional, tem uma prevalência estimada de cerca de 5600 a oito mil doentes”, explicou a especialista.

Como a neurologista afirma, esta doença crónica surge, muitas vezes, associada a ideias erradas que precisam de ser desmistificadas com alguma urgência, nomeadamente no que diz respeito à qualidade de vida. Inicialmente, quando lhes é feito o diagnóstico, os doentes preocupam-se com o impacto que a doença vai ter no seu estilo de vida, tanto a nível laboral, como ao nível das atividades do dia-a-dia. Ao contrário do que costumam pensar, a esclerose múltipla acaba por não ter uma influência assim tão significativa.

“Na esclerose múltipla, é muito importante aderir à terapêutica, porque, apesar de esta não apresentar efeitos imediatos, acaba por modificar a história natural da doença e, portanto, vai permitir que haja um atraso da progressão e uma diminuição dos sintomas. É, por isso, fundamental transmitir aos doentes que, apesar de não sentirem uma diferença imediata ao fazerem a terapêutica, esta vai ter repercussões positivas a longo prazo, o que vai contribuir para que a qualidade de vida se mantenha ao longo dos anos”, alertou Joana Parra para a importância da terapêutica.

Como tal, torna-se essencial que o máximo de informação seja transmitido, para que todos se tornem conscientes do que é realmente a esclerose múltipla e das terapêuticas existentes atualmente.

Em jeito de conclusão, a neurologista salientou o importante papel que os meios de comunicação social devem representar nessa promoção de conhecimento junto dos doentes e da sociedade em geral, sendo eles o “maior meio que permite chegar a todos”.

Na ação de formação que antecede a celebração do Dia Mundial da Esclerose Múltipla, celebrado a 30 de maio, o evento juntou jornalistas, bloggers, médicos, representantes da SPEM e do Grupo de Estudos de Esclerose Múltipla (GEEM) e portadores da patologia.

 

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