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Opinião
O farmacêutico ao serviço da sua saúde!
Por: Henrique Mateus Santos, farmacêutico comunitário
O farmacêutico ao serviço da sua saúde!
Hoje, dia 4 de setembro, assinala-se o Dia Mundial da Saúde Sexual. Esta data é, desde 2010, utilizada pela Associação Mundial para a Saúde Sexual para alertar a sociedade para uma maior consciência sobre o impacto e a importância de uma melhor saúde sexual.

 

Diariamente entram nas farmácias pessoas com diversas dúvidas sobre a sua saúde. Procuram na figura do farmacêutico um acompanhamento e aconselhamento profissional especializado e de confiança. Mas, não tão poucas vezes quanto isso, procuram também compreensão e, acima de tudo, apoio, particularmente se o tema for mais “sensível”. De facto, o farmacêutico intervém na primeira linha do serviço nacional de saúde. Tem, por isso, um papel crucial no apoio à saúde e, no caso da saúde sexual, não será diferente.

 

O conceito “saúde sexual” é muito complexo e engloba não só o bem-estar físico e a ausência de doença, como também a questão da reprodução e contraceção, a necessidade de bem-estar emocional através de uma vivência sexual prazerosa e segura. Neste campo, são as queixas relacionadas com a “falta de desejo”, a “disfunção erétil” e os “problemas com a contraceção” que mais levam os portugueses a procurar ajuda na farmácia. No caso dos homens, a disfunção erétil está no topo das perguntas ao farmacêutico, tantas vezes o confidente que aconselha como se pode ultrapassar este problema.

 

No caso das mulheres, estas procuram muito a farmácia para temas relacionados com a contraceção: eficácia, forma de toma e, acima de tudo, o que se deve fazer quando algo corre mal estão no top dos temas mais abordados. Por exemplo, as portuguesas confiam no seu farmacêutico para aconselhamento sobre contraceção e, particularmente, sobre contraceção de emergência. Num estudo divulgado o ano passado, a quase totalidade das mulheres portuguesas (98%) que necessitam da pílula do dia seguinte após uma relação sexual não protegida confia no conselho do farmacêutico para decidir qual a contraceção de emergência mais adequada para si.

 

Aprofundando este exemplo da contraceção de emergência, ao contrário do que se poderia pensar e apesar desta classe de medicamentos estar disponível em Portugal há já cerca de duas décadas, o farmacêutico, no seu dia a dia, continua a deparar-se com muitos mitos, preconceitos e informação errada por parte das mulheres que necessitam destes medicamentos. E, as mulheres, quando necessitam deste tipo de fármaco, é que compreendem verdadeiramente que pouco sabem sobre ele. De facto, neste caso específico em que a mulher, quando procura este tipo de solução, está numa situação emocional mais frágil (perante a possibilidade de uma gravidez não desejada), o farmacêutico tem de intervir não só a um nível profissional (para a seleção do medicamento mais indicado, informando e aconselhando a mulher em relação à toma, considerando a efetividade do medicamento, historial de doenças, etc.), como também tem ainda um papel importante na redução da insegurança e ansiedade.

 

O papel do farmacêutico é essencial a todos os níveis da saúde, saúde sexual incluída. A sexualidade não deve ser desvalorizada e, acima de tudo, negligenciada. Deve sim ser vivida de forma saudável. Por isso, os portugueses devem procurar ajuda especializada quando sentem que algo não está bem ou sempre que surjam dúvidas. E, os farmacêuticos, através das suas competências, devem continuar a ultrapassar barreiras e abordar temas difíceis, de forma a promover e contribuir para uma melhor saúde, sempre!

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