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Opinião
Potencial das células estaminais adultas no tratamento das doenças oncológicas
Por: Marika Bini, médica imuno-hemoterapeuta
Potencial das células estaminais adultas no tratamento das doenças oncológicas
Hoje em dia realizam-se inúmeras investigações para tratamento de doenças oncológicas no âmbito da imunoterapia e com recurso a fontes de células estaminais hematopoiéticas, um dos tipos de células estaminais existentes.

 

O sangue do cordão umbilical é uma dessas fontes de células estaminais hematopoiéticas, que podem ser utilizadas na transplantação e aplicadas no tratamento de algumas doenças hemato-oncológicas, como as leucemias agudas, alguns casos de linfomas e síndromes de insuficiência medular congénita, entre outras patologias.

 

Apesar de o sangue do cordão umbilical ter uma maior aplicação em contexto alogénico (quando dador e recetor são pessoas diferentes), este também pode ser utilizado em contexto autólogo (aplicação das células do próprio), contudo, muito raramente.

 

Pode dizer-se que quase todos os transplantes hematopoiéticos realizados com sangue do cordão umbilical foram em contexto alogénico, com recurso a amostras armazenadas em bancos públicos. 

 

Contudo, também existem vários casos de utilização de amostras de sangue do cordão umbilical criopreservadas em bancos privados (familiares) em contexto alogénico, ou seja, dádivas de sangue do cordão umbilical de um irmão saudável para tratamento com transplante de um irmão doente.

 

Os pais que decidem criopreservar as amostras de sangue do cordão dos seus filhos num banco privado estão a optar por guardar amostras que poderão ser eventualmente utilizadas em familiares diretos, isto é, entre irmãos. A probabilidade de dois irmãos serem imunologicamente compatíveis (HLA compatíveis) é de 25%.

 

Na tabela abaixo explicam-se as principais diferenças entre sangue do cordão umbilical e medula óssea no que respeita à transplantação hematopoiética:

 

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Quando falamos em transplantação hematopoiética em contexto alogénico (quando dador e recetor são pessoas diferentes), com recurso a células estaminais obtidas a partir do sangue do cordão umbilical, estamos a falar de uma aplicação já bem estabelecida e que já é realizada há mais de 30 anos na prática clínica.
 
Para que tomem uma decisão ponderada sobre a criopreservação do sangue do cordão umbilical dos seus filhos, os pais devem ter perfeita consciência de que o uso destas células em contexto autólogo (células do próprio) para tratamento de doenças hemato-oncológicas, é uma exceção e não uma regra.
 
Para aplicações autólogas (células do próprio), a utilização das células do cordão é reduzida, mas optar por criopreservar as células de um filho num banco privado (familiar) permite salvaguardar a possibilidade de resgatar a amostra para que seja utilizada no futuro em tratamento de doenças oncológicas entre irmãos, estando comprovada a compatibilidade em ¼ dos casos.

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