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Saúde
Doenças cardiovasculares: no Dia Internacional da Mulher conheça os números que realmente importam
Hoje, Dia Internacional da Mulher, a Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) junta-se ao movimento Go Red for Women, promovido pela American Heart Association e lança a campanha: Sabe os seus números? Tendo em conta que, por ano, morrem mais quatro mil mulheres que homens devido a doenças cardiovasculares, a SPC encoraja todas as mulheres a aprender mais sobre os números do coração. Assista ao vídeo.

 

Pressão arterial, colesterol, glicemia e índice de massa corporal (IMC): todos estes números estão relacionados com maior ou menor risco para sofrer uma doença cardiovascular e, mesmo para quem não fuma nem tem comportamentos de risco para a Saúde cardiovascular, há parâmetros que devem ser tidos em conta e verificados regularmente.

 

Segundo a SPC, o valor de colesterol total deverá ser inferior a 190mg/dl e o da glicemia dever-se-á manter entre os 70mg/dl e os 100mg/dl, sendo que menos de 70mg/dl é considerado hipoglicemia e mais de 100mg/dl pré-diabetes. No que diz respeito à pressão arterial, o valor de referência para a pressão diastólica (mínima) é inferior a 90mm/hg e para a sistólica (máxima) inferior a 140mm/hg. Se estas referências forem ultrapassadas, poder-se-á verificar um caso de hipertensão, o que é problemático para a Saúde cardiovascular. Por outro lado, um importante fator a ter em conta é o IMC, que se obtém dividindo o peso em quilograma (kg) pelo quadrado da altura em metros. O resultado desta fórmula deverá estar entre 18,5 kg/m e 24,9 kg/m para se tratar de um peso saudável.

 

A Sociedade alerta ainda para os fatores de risco que poderão ser alterados ou controlados mediante uma mudança no estilo de vida, como o sedentarismo, o tabagismo, a diabetes, a obesidade e também os valores de pressão arterial e colesterol. No entanto, realça que existem igualmente outros fatores associados à genética que não são passíveis de ser alterados, como a idade, o género e o histórico familiar de doença cardiovascular.

 

Por que razão as mulheres são mais afetadas por doenças cardiovasculares do que os homens?

 

Tabagismo
Nas últimas décadas o número de homens fumadores diminuiu, ao contrário do que sucedeu com as mulheres. Neste sentido, a percentagem de fumadores do sexo feminino tem vindo a aumentar, uma vez que a nicotina é vista por muitas mulheres como um elemento que promove o emagrecimento, tendo em conta que influencia o sistema metabólico.

 

Diagnóstico tardio e dificuldade em ler os sinais de alerta
 
Uma das razões pelas quais as mulheres são diagnosticadas de forma mais tardia é pela inespecificidade dos sintomas, que podem variar muito daqueles registados nos homens e que podem passar por dor na região epigástrica, fadiga extrema, dificuldade a respirar e suores frios. Esta situação faz com que as doenças cardiovasculares tenham consequências mais nefastas no sexo feminino, sendo que em 52% dos casos de enfarte agudo do miocárdio (EAM) a mulher morre antes de chegar ao hospital, contra os 42% dos casos masculinos. Esta situação verifica-se porque até à menopausa, por uma questão hormonal, as mulheres estão mais protegidas e, como tal, o diagnóstico é feito depois desta etapa da vida, já numa idade em que o organismo está mais debilitado.

 

Neste sentido, é geralmente 10 anos após o início da menopausa que se dá o primeiro sinal de doença cardiovascular, sendo que esse primeiro alerta poderá tratar-se de um enfarte grave. Porém, em cerca de 64% dos casos de morte causada por problemas do foro cardíaco e vascular, não houve nenhum tipo de sintoma prévio.

 

Sedentarismo

 

No que diz respeito à percentagem de mulheres que pratica exercício físico, esta é inferior à do sexo masculino e começa a notar-se na adolescência. Apesar de ambos os sexos terem uma taxa de atividade física semelhante durante a infância, por volta dos 13 anos a quantidade de jovens do sexo feminino que continua a dedicar-se ao desporto diminui bastante face ao sexo oposto.

 

Como prevenir?

 

A SPC aconselha todas as mulheres a controlarem os seus números, os fatores de risco. É muito importante que faça análises regularmente e que se tente normalizar os parâmetros que se encontram alterados e que representam um sinal de alarme para o desenvolvimento destas doenças, como os valores do colesterol, pressão arterial e glicemia.

 

Outra sugestão da Sociedade passa por comer de forma equilibrada e praticar exercício físico para manter o IMC dentro dos valores de referência. Caso tenha dúvidas ou questões sobre algum destes parâmetros, fale com o seu médico para que ele possa avaliar o seu risco.

 

Segundo o presidente da SPC, João Morais, “é importante que, neste dia, as mulheres conheçam os seus números e que entendam que as doenças cardiovasculares ainda são a principal causa de morte em Portugal”.

 

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