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Saúde
Portugal participa pela primeira vez no maior registo mundial de hipertensão
Pela primeira vez, a Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) associa-se a um registo mundial da pressão arterial, coordenado pela Sociedade Internacional de Hipertensão (ISH). A decisão, que surge no âmbito do Dia Mundial da Hipertensão, assinalado amanhã, 17 de maio, pretende dar continuidade ao objetivo de conhecer os valores de pressão arterial dos portugueses.

 

O MMM é o nome da iniciativa da ISH, apoiada pela World Hypertension League (WHL), que tem como objetivo continuar a sensibilizar a população para a necessidade de medir a sua pressão arterial.

 

Num comunicado divulgado à comunicação social, o presidente da SPH, Carvalho Rodrigues, refere que “é um privilégio poder participar num programa desta dimensão, que vai com certeza estabelecer bases sólidas para aumentar significativamente o entendimento e a consciencialização dos portugueses sobre a hipertensão arterial”.

 

Nesta iniciativa estarão envolvidos não só o Centro de Saúde São João da Madeira e o Hospital Egas Moniz do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, como também o Hospital Garcia da Orta, Hospital Pêro da Covilhã do Centro Hospitalar Cova da Beira e Hospital São Sebastião do Centro Hospitalar Entre Vouga e Douro.

 

“Conheça os seus valores. Controle a sua pressão arterial”

 

O lema para o Dia Mundial da Hipertensão de 2018 é “Conheça os seus valores. Controle a sua pressão arterial”. Este ano, a cidade eleita pela SPH para acolher as atividades comemorativas é Almada.

 

A hipertensão é uma doença silenciosa que afeta 42% dos portugueses. Especialmente neste dia, a SPH relembra a importância de medir a pressão arterial frequentemente, cujos valores devem ser inferiores a 14/9.

 

Praticar exercício físico regular, adotar uma alimentação saudável com baixo teor de sal e cumprir a toma da medicação prescrita fazem também parte das mensagens que a SPH quer transmitir neste dia.

 

Ainda de acordo com o presidente da SPH, "em Portugal, apesar de quase 75% dos doentes estarem medicados, ainda só se atingiu 42% do controlo da doença, facto que se deve sobretudo ao não cumprimento rigoroso da medicação".

 

O especialista explica, ainda, que “o controlo da hipertensão arterial faz-se através da medição da pressão arterial, mas também através do cumprimento rigoroso da medicação prescrita pelo médico". No entanto, e "infelizmente, muitos doentes não cumprem a medicação ou abandonam a mesma o que, por conseguinte, vai dificultar o controlo da doença".

 

"Largar a medicação porque já se está bem ou porque não se sentiu bem com os comprimidos ou ainda porque se sente bem com a tensão alta são alguns do mitos e equívocos responsáveis pelo abandono do tratamento para a hipertensão arterial", alerta o especialista.

 

Neste sentido, considera que "deve existir, cada vez mais, a preocupação de promover terapêuticas e posologias simples e, simultaneamente eficazes, para aumentar a taxa de adesão ao tratamento". "Nunca é demais reforçar a velha máxima de que um comprimido só faz efeito quando é tomado", acrescenta.

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