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Saúde
Hipertensão arterial afeta quase metade de toda a população adulta em Portugal

Na data em que se assinala o Dia Mundial da Hipertensão, a 17 de maio, a Sociedade Portuguesa de Cardiologia procura alertar e sensibilizar para o número crescente de casos de hipertensão arterial (HTA) em Portugal, uma doença classificada como o segundo maior fator de risco da doença cardiovascular. Ao todo, 96,7% dos portugueses consome sal acima das doses recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), sendo que a HTA afeta quase 50% dos adultos, dos quais apenas 25% estão controlados.

 

“Com uma redução de cerca de 10mm nos valores de tensão arterial, estamos a reduzir o risco de doenças cardiovasculares em 25%”, refere o presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, João Morais.

Como o cardiologista explica, a pressão arterial não é devidamente controlada – apenas 25% dos europeus com esta doença estão controlados, número que decresce significativamente quando se fala em africanos e asiáticos, para os 10% –, razão pela qual defende ser urgente uma redução dos valores a nível global.

Esta realidade pode ser justificada pelo facto de se tratar de uma patologia muitas vezes assintomática e que, por isso, faça com que os doentes considerem seguro cessar a medicação prescrita. Além disso, existe também a condicionante do custo associado à terapêutica, que representa um papel decisivo, acabando mesmo por fazer com que, até em países desenvolvidos, as pessoas não consigam comprar a medicação.

Segundo informação do Serviço Nacional de Saúde (SNS), a taxa de prevalência de HTA na população adulta em Portugal ronda os 36%, sendo mais elevada no sexo feminino. Como principais causas, são apontados o excesso de sal na alimentação, o sedentarismo, a obesidade e os altos níveis de colesterol.

Posteriormente ao diagnóstico da patologia, e como é um problema que raramente surge isolado, emergem associadas outras doenças cardiovasculares, tais como o acidente vascular cerebral (AVC), a doença isquémica, a insuficiência cardíaca e a doença renal crónica. Para reduzir a probabilidade de um evento cérebro-cardiovascular, bem como a mortalidade e a incapacidade associadas à HTA, é recomendado que a pressão sistólica seja inferior a 120 e a pressão diastólica inferior a 75.

Ainda que o consumo de sal seja importante para o nosso organismo, quando em excesso pode ser o causador de problemas de saúde graves. Nas palavras da OMS, não se devem ultrapassar os 5g. Todavia, os portugueses consomem, em média, 10g a 12g de sal por dia. Como tal, é importante tentar contrariar esta realidade, através do aumento da literacia na área da saúde por parte da população.

Por um lado, é necessário que os profissionais de saúde consigam explicar as razões pela qual o estilo de vida representa um papel fundamental na prevenção das doenças cardiovasculares. Por outro, as especialidades médicas devem unir-se em torno do mesmo objetivo, uma vez que a HTA afeta diversas áreas da medicina.

 

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