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Saúde
“A saúde do coração não tira férias” é o alerta da campanha solidária que quer ajudar na prevenção da doença coronária
“A saúde do coração não tira férias” é o mote da campanha solidária lançada pela Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), que pretende sensibilizar para a prevenção da doença coronária, através da manutenção de um estilo de vida saudável durante o verão. O Vital Health conversou com o presidente da APIC, João Brum da Silveira, a propósito desta iniciativa, que destaca a importância do próprio doente estar consciente dos sintomas do enfarte, para viver mais anos e com uma melhor qualidade de vida.

 

A doença coronária é uma consequência do processo de aterosclerose, na grande maioria dos doentes, com a acumulação de gorduras nas artérias. Esta patologia engloba os doentes com angina de peito ou com antecedentes de enfarte do miocárdio. Esta doença consiste na insuficiência das artérias coronárias, os vasos sanguíneos encarregues de irrigar o coração, de proporcionarem ao músculo cardíaco, o miocárdio, os nutrientes e o oxigénio de que este necessita para manter a sua atividade. Uma vez que a doença é crónica deve-se apostar na prevenção, defende João Brum da Silveira.

 

De acordo com o especialista, a campanha assenta em dois pilares. A iniciativa pretende "consciencializar as pessoas para a prevenção da doença coronária", através da adoção de um estilo de vida saudável, e alertar a população para o facto de, apesar de no verão se verificar um menor número de enfartes, eles continuarem a ocorrer. Neste sentido, o presidente da APIC destaca a importância de os utentes estarem atentos aos sintomas do enfarte, de forma a serem tratados em "tempo útil".

 

Mais de 50% dos doentes que sofrem de um enfarte continuam a fumar e cerca de 30% dos utentes permanecem com o colesterol, a hipertensão e diabetes sem estar controlados. Foi com base nestes números que surgiu a necessidade de desenvolver uma campanha como esta, centrada no doente. Por isso, João Brum da Silveira considera fundamental que "os doentes se capacitem que são eles que têm de mudar o seu estilo de vida" e adotar formas de vida pró ativas, de forma a viverem durante um período mais longo e com uma melhor qualidade de vida.

 

Para o presidente da APIC as autoridades deveriam, por isso, apostar mais em campanhas de prevenção, uma vez que a mudança do estilo de vida dos doentes não é possível apenas com consultas frequentes com os profissionais de saúde.

 

Assista à entrevista em vídeo.

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