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Tratamentos para a hepatite C diminuíram mais de 60% em 2020

Por: Gonçalo Martins

quinta-feira, 15 julho 2021 14:40
Os tratamentos realizados para a hepatite C diminuíram 62,5%, no ano passado, em consequência de uma quebra no número de pedidos. O anúncio foi feito pela Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF).
“A pandemia teve um impacto significativo ao nível do diagnóstico atempado da hepatite C, mas também do seu tratamento, registando-se uma quebra de 4.488 tratamentos pedidos em 2019 para 1.682 tratamentos no ano de 2020”, revela José Presa, presidente da APEF. Perante este cenário, o responsável sublinhou a importância do diagnóstico precoce para evitar os problemas associados à falta de tratamento da hepatite, que podem levar à morte.
Deixar de tratar as hepatites B e C “implica a evolução para cirrose hepática, e, em certos casos, o desenvolvimento de carcinoma hepatocelular. A cada 30 segundos, morre uma pessoa por doença relacionada com as hepatites. Desta forma, o diagnóstico precoce e o consequente tratamento são vitais. Mesmo em plena pandemia (…), não podemos esperar para atuar contra as hepatites virais”, defende José Presa.
Ainda que se trate de uma doença evitável, tratável e, no caso da hepatite C, curável, a patologia afeta 325 milhões de pessoas em todo o mundo, causando 1,4 milhões de mortes por ano. Um registo que fala por si, levando a Organização Mundial da Saúde (OMS) a assumir o objetivo de erradicar as hepatites B e C até 2030.
A Direção-Geral da Saúde (DGS) também apelou, em maio do ano transato, à realização dos testes gratuitos e confidenciais de vírus da imunodeficiência humana (VIH), hepatites e infeções sexualmente transmissíveis, no âmbito da Semana Europeia do Teste de Primavera 2021, após decréscimo no número de testes realizados à escala global.
Fonte: Lusa

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