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As mulheres são as que mais sofrem com problemas na tiroide em Portugal

Por: Beatriz Pina

terça-feira, 10 maio 2022 09:13

Em Portugal, mais de um milhão de portugueses sofre com problemas da tiroide, principalmente mulheres. Atualmente, 68% destas pessoas desenvolve nódulos e 18% corre o risco de desenvolver doença autoimune tiroideia, com potencial alteração da função desta glândula. Cerca de sete a 15% poderão mesmo desenvolver um cancro.

 

Tanto a diminuição (hipotiroidismo) como o aumento da produção de hormonas (hipertiroidismo) leva ao aparecimento de doenças. Cláudia Freitas, médica endocrinologista no Atrys Centro Médico Avançado, em Santa Maria da Feira, alerta para a necessidade de um rápido diagnóstico e um tratamento eficaz. As doenças da tiroide são frequentes na população, porém, a evolução para cancro “depende sempre da idade, do sexo, de antecedentes pessoais e historial familiar, mas o hipo e o hipertiroidismo exigem rapidez de resposta, pois a tiroide influencia todos os sistemas do corpo humano e tem um forte impacto na saúde", salienta a especialista.
 
A tiroide tem como principal função produzir e libertar na circulação sanguínea as hormonas responsáveis pelo controlo do organismo. Localizada na base do pescoço, produz as hormonas responsáveis por regular vários órgãos - desde a pele, ao coração, passando pela função cerebral, intestinos, peso e metabolismo.
 
Atualmente é possível, por exemplo, tratar quistos benignos sem cirurgia graças à injeção de etanol. Cláudia Freitas defende uma abordagem multidisciplinar às doenças que afetam esta glândula, combinando técnicas de diagnóstico e tratamento, “só assim é possível oferecer o tratamento mais adequado e uma resposta ampla ao doente, sempre com foco na rapidez e prevenção", explica a médica.
 
Numa só consulta, é possível solicitar exames, realizar ecografias e até executar a citologia, se necessário, de forma a acelerar o diagnóstico e dar início ao tratamento. Os sintomas podem ser pouco específicos e, inicialmente, a doença até pode ser completamente silenciosa – mas habitualmente tem manifestações cardiovasculares, psicológicas, neurológicas, ósseas e metabólicas, entre outras. O tratamento é principalmente médico, mas em muitas situações é necessário recorrer a tratamento definitivo com iodo radioativo ou cirurgia.
 
A especialista explica que o hipo e o hipertiroidismo exigem tratamento rápido e eficaz, já que são condições que influenciam todos os sistemas do corpo humano e têm forte impacto na saúde do indivíduo. “Regra geral, o doente fica compensado com a medicação, mas deve ficar sob maior ou menor vigilância médica em função da idade ou da existência de outras patologias”, acrescenta.

 

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