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Estudo defende metodologia universal para medir nível de mercúrio no peixe

Por: Beatriz Pina

terça-feira, 20 setembro 2022 12:28

O estudo, publicado na revista Marine Pollution Bulletin, aponta para "a necessidade da criação de uma metodologia universal para estimar a bioacessibilidade do mercúrio (Hg), um metal pesado tóxico", em espécies de peixe e marisco, afirmou a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), em comunicado.

 

A bioacessibilidade "traduz-se no que o organismo humano pode absorver a partir dos alimentos que ingere, sendo um instrumento relevante para determinar os valores máximos de contaminantes que podem ser consumidos ao longo da vida sem risco para a saúde”.
 
"Em concentrações muito baixas, o mercúrio não representa perigo para a saúde humana, mas a sua acumulação a longo prazo pode ter efeitos prejudiciais", realça. Nesse sentido, o estudo, liderado por Filipe Costa, investigador do Centro de Ecologia Funcional, procurou avaliar "a fração de mercúrio bioacessível em peixes e mariscos presentes na dieta mediterrânica", designadamente espécies capturadas no oceano (peixe-espada-preto, atum, espadarte, tubarão azul), espécies de aquacultura (salmão e mexilhão) e estuarinas (tainha e amêijoas).
 
Os resultados do estudo indicam que o mercúrio bioacessível encontrado nestas espécies de peixe e marisco, "especialmente após a confeção, está muito abaixo dos níveis estabelecidos pela legislação atual de avaliação de risco de segurança".
 
No entanto, a equipa, que conta também com investigadores da Universidade de Aveiro, notou "que a estimativa da bioacessibilidade do mercúrio no peixe e marisco depende do método aplicado, já que cada método de extração apresentou resultados diferentes". "Entre os três métodos de extração testados, o Método Unificado de Bioacessibilidade (UBM) forneceu a estimativa mais elevada de bioacessibilidade de Hg para os consumidores", refere o comunicado.
 
No que respeita aos métodos de confeção utilizados, "todos eles reduziram consideravelmente a fração de mercúrio bioacessível", ou seja, observou-se uma "diminuição no teor deste contaminante", afirmou Filipe Costa. A FCTUC salienta que "a legislação de segurança alimentar atual apenas considera a concentração total de contaminantes em peixes e mariscos, não tendo em conta a bioacessibilidade contaminante durante o processo de digestão nem o efeito dos modos de confeção na solubilização digestiva do contaminante".
 
Saiba mais sobre o estudo, aqui.

 

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