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Bem-Estar
Ovos: Mitos & Verdades
quarta-feira, 23 março 2016 14:33

Afinal os ovos são bons ou maus para a nossa saúde? Idolatrado pelos desportistas, o ovo é uma fonte de proteínas também muito elogiada pelos médicos. Alina Fernandes, especialista em nutrição da Unidade de Medicina Desportiva do Hospital Lusíadas Porto, explica porquê e clarifica alguns dos mitos que teimam em persistir.

 

Mito 1: Os ovos engordam.
Um ovo médio de 55 g contém apenas 82 kcal, um valor calórico baixo. Além disso, é nutricionalmente muito rico, pois apresenta 13 nutrientes essenciais e é uma excelente fonte de proteínas de alto valor biológico. A proteína oferece-nos saciedade e triptofano, um aminoácido precursor da serotonina também presente no ovo, que inibe a fome.
A verdade: Os ovos podem ser um excelente aliado da dieta para perda de peso, desde que confecionados sem gordura e integrados num regime de alimentação saudável.

Mito 2: A clara é a parte mais saudável do ovo.
A gema contém praticamente todas as vitaminas (exceto a vitamina C), proteína e gordura. Já a clara é maioritariamente constituída por água e proteína, principalmente albumina. O valor nutricional do ovo está no seu todo.
A verdade: Clara e gema são diferentes, mas complementam-se. A gema é mais calórica, mas ao mesmo tempo mais nutritiva.

Mito 3: Não devemos comer mais de dois ovos por semana.
A ideia de que não devemos consumir muitos ovos tem resistido ao passar das gerações. Mas as pessoas saudáveis podem comer até um ovo por dia, desde que integrado numa alimentação saudável e que, com isso, não ultrapassassem o limite de 300 mg de colesterol diários provenientes da alimentação.
A verdade: Podemos comer até um ovo por dia. O ovo é, aliás, um excelente alimento para substituir as carnes vermelhas (em algumas refeições – ver último item), gorduras e enchidos.

Mito 4: Os ovos fazem mal a quem tem colesterol elevado.
O ovo possui uma considerável quantidade de colesterol, cerca de 224 mg por ovo. Mas, o aumento docolesterol sanguíneo não está apenas dependente da quantidade de colesterol que ingerimos através dos alimentos. Estudos recentes têm demonstrado que o consumo diário de ovo não afeta o perfil lipídico da pessoa e pode até, de facto, melhorá-lo. A investigação sugere que nem todo o colesterol do ovo é absorvido no nosso organismo e que o seu valor sanguíneo é multifatorial.
A verdade: O colesterol sanguíneo não depende só do colesterol que ingerimos. E sabe-se que, quando o ovo é consumido em conjunto com frutas e hortícolas, se verifica uma diminuição da absorção intestinal de colesterol.

Mito 5: Comer muitos ovos faz subir a pressão arterial.
Pelo contrário, a ciência demonstrou já que determinadas porções de proteína da clara do ovo têm uma surpreendente propriedade vasodilatadora, semelhante a um medicamento utilizado no tratamento da pressão arterial elevada – o captopril – antihipertensor.
A verdade: Consumir ovos pode até ser benéfico para hipertensos, ajudando à redução da pressão arterial.

Mito 6: Ovos são bons só para quem faz desporto.
O ovo é uma excelente forma de consumir proteínas. E, para desportistas mais ainda, devido à combinação do seu pool proteico de alto valor biológico com outros nutrientes importantes (como o magnésio e a colina). Além disso, torna-se vantajoso por ser de digestão fácil e mais barato. Mas é importante lembrar que os ovos não beneficiam só o corpo, mas também a mente. O ovo é a melhor fonte natural de colina, uma vitamina utilizada na síntese de acetilcolina, um neurotransmissor que auxilia na memória, aprendizagem e concentração.
A verdade: Os ovos beneficiam o corpo e o cérebro. A sua ingestão tem efeitos benéficos na prevenção de doenças neurodegenerativas como Alzheimer ou Parkinson.

Mito 7: O ovo substitui a carne.
O ovo possui as proteínas de melhor qualidade na nossa alimentação (respeita a proporção e quantidade de aminoácidos essenciais), mas é importante que seja incluído numa alimentação variada e equilibrada. O ovo pode ser a fonte de proteína da refeição, mas não deve substituir a carne em absoluto, para que não haja carência de nutrientes, como ferro e vitaminas do complexo B, presentes na carne vermelha, por exemplo.
A verdade: É importante variar o tipo de proteína ingerida. O ovo é mais saudável, mas não tem exatamente a mesma composição nutricional que a carne, rica em ferro e vitaminas do complexo B.

Fonte: Rota da Saúde

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