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Bem-Estar
A sua criança sofre com dores de cabeça? Conheça as causas
sexta-feira, 03 junho 2016 12:52

De acordo com Gustavo Rodrigues, coordenador da unidade de Pediatria do Hospital Lusíadas Lisboa, a dor de cabeça, também conhecida por cefaleia, é pouco frequente e, habitualmente, pouco importante nas crianças.

 

Nas crianças com idades compreendidas entre os zero e os três anos de idade, pode se tratar apenas de uma manifestação de chamada de atenção. Geralmente, são dores que passam espontaneamente e sem qualquer necessidade de terapêutica, quando consideradas pouco importantes.

Por outro lado, a dor de cabeça pode revelar sintomas de outras doenças, como infeções virais ou bacterianas dos adenoides e até mesmo gripes. Por hábito, estas geralmente causam febre, mas melhoram quando se baixa a temperatura.

As dores de cabeça nas crianças em idade escolar podem manifestar-se devido ao stress e a questões relacionadas com testes e exames. Quando mais intensas, as dores podem estar associadas a défices de visão.

Para além disto, crianças com antecedentes de “roncopatia” (ressonar) têm mais tendência a sofrer de dores de cabeça, devido à presença de adenoides grandes ou rinites alérgicas e, nesta idade, sinusite. Nestes casos, a dor melhora com analgésicos e anti-inflamatórios.

No que respeita a causas menos frequentes, o pediatra alerta que “geralmente são as mais graves”. Neste sentido, é necessário ter em conta se, independentemente da idade, a criança acorda durante o sono agarrada à cabeça a chorar e tem vómito, visto que pode tratar-se de lesões mais graves como tumores cerebrais.

No caso de a criança ter febre, estar prostrada, queixar-se de dor de cabeça e vomitar permanentemente, pode-se estar perante uma infeção de meninges (meningites) que podem ser virais (benignas) ou bacterianas.

"Todos nós já tivemos dores de cabeça pouco importantes, basta estarmos constipados. Portanto, habitualmente, se a dor é pouco importante e se desaparece com analgésico, não é necessário recorrer ao conselho médico", adverte o pediatra Gustavo Rodrigues.

Contudo, o especialista aconselha também que "em todas as situações de febre alta, prostração e vómitos associados, com ou sem manchas avermelhadas no corpo, deve recorrer ao serviço de urgência de pediatria mais próximo. É uma situação que pode ser grave e em que é necessário fazer punção lombar para análise do líquido cefalo-raquidiano".

Fonte: Lusíadas

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