FacebookTwitterYoutubeInstagramWhatsapp

Plataforma de Atualização Diária

Imagem Desdobramento
Bem-Estar
Conheça o perfil das dadoras de óvulos em Portugal
quinta-feira, 02 fevereiro 2017 10:55
Mulher, entre os 18 e os 25 anos, que cresceu numa cultura mais altruísta com a sociedade que as gerações anteriores. Empática, solidária e defensora de causas que antes despertavam um menor interesse social. Este é o perfil maioritário das dadoras de ovócitos que chegam às clínicas IVI (51%).

 

Outro perfil de dadoras é o composto por mulheres entre os 26 e os 31 anos, que já tiveram filhos e que depois da experiência da gravidez ficaram mais sensíveis em relação às circunstâncias das mulheres com problemas reprodutivos. Este grupo é composto por 37% do total de doações que o IVI recebe nas suas clínicas em Portugal.

 

Por último, existem as mulheres entre os 32 e os 35 anos, que representam 10% das dadoras, e estão motivadas para doar os seus óvulos por um sentimento de solidariedade e por terem consciência da importância do gesto para as mulheres que não conseguem engravidar com os seus próprios gâmetas.

 

“Estes três grupos de dadoras, através de um gesto desinteressado, realizam o ato mais generoso que uma mulher poderá receber em toda a sua vida: um óvulo que permitirá concretizar o sonho da maternidade. É um ato altruísta, anónimo e voluntário que é mais gratificante do que se possa imaginar, um esforço mínimo por uma recompensa que marca a diferença na vida de alguém”, comenta Filipa Santos, psicóloga clinica no IVI Lisboa.

 

No IVI, a idade média das pacientes que recorre a óvulos de dadora é 41 anos. O adiar sucessivo do projeto reprodutivo, faz com que na maior parte das vezes seja indicado o tratamento de fecundação in vitro com óvulos de dadora.

 

“Em 2016, 20% dos tratamentos de procriação medicamente assistida foram feitos com recurso a óvulos doados, nas clínicas IVI em Portugal. Devido às elevadas taxas de sucesso na implantação dos embriões neste tipo de tratamento, optamos pela transferência de um só embrião com o objetivo de reduzir as taxas de gravidez gemelar e os riscos inerentes (alta percentagem de partos prematuros, pré-eclampsia e maior número de cesarianas). Além disso, isto permite-nos conservar os embriões excedentários depois do tratamento, através da técnica de vitrificação, que oferece resultados similares. Desta forma, no caso dos pacientes decidirem aumentar a família no futuro, podem recorrer a estes embriões sem necessidade de recorrer a uma nova doação de óvulos”, explica Catarina Godinho, responsável do Programa de Doação de Óvulos no IVI Lisboa.

PUBLICIDADE

"Fumar é uma droga"

"Fumar é uma droga"

© 2019 Vital Health | Todos os direitos reservados | Designed by IPSPOT_ and Developed by Webview