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Bem-Estar
Portuguesas têm outras prioridades antes da maternidade
quarta-feira, 18 outubro 2017 10:11
A carreira, dinheiro e viajar são mais importantes para as mulheres portuguesas do que ter um filho. Os dados são revelados pelo inquérito “Prioridades Antes de Ser Mãe | Portugal”, realizado pela HRA Pharma, no qual se demonstra que atualmente as mulheres adiam e não têm como prioridade a maternidade, independentemente da sua geração.

 

De acordo com o estudo, entre as principais prioridades das portuguesas encontram-se poupar dinheiro (61%), progredir profissionalmente (57%) e viajar (48%), deixando para segundo plano o desejo de ser mãe (26%), comprar casa (25%) ou casar-se (8%). A maioria das inquiridas revelou ainda preocupar-se perante a possibilidade de uma gravidez não planeada devido ao impacto que esta teria na sua vida académica e/ou profissional.

 

Os números não surpreendem Teresa Bombas, médica especialista em ginecologia e obstetrícia. A também presidente da Sociedade Portuguesa da Contracepção (SPDC) considera que “estes dados espelham bem a tendência da sociedade atual, uma vez que a idade média da mulher quando tem o primeiro, e grande parte das vezes único filho, tem vindo a aumentar na última década”.

 

O estudo “Prioridades Antes de Ser Mãe | Portugal” foi divulgado recentemente, com base nas respostas de mais de 500 mulheres portuguesas entre os 18 e os 45 anos. Apesar de praticamente dois terços das inquiridas ter receio de uma gravidez não planeada, 34% das mulheres tiveram uma relação sexual desprotegida nos últimos 12 meses, a maioria pertencentes às gerações “millenial” e “X”, ou seja, entre os 30 e 39 anos. 

 

Os resultados vão ainda mais longe: perante relações sexuais desprotegidas e a possibilidade de uma gravidez não planeada e indesejada, mais de metade das inquiridas admite recorrer à pílula do dia seguinte. Trata-se de um método contracetivo de emergência que supõe ser uma alternativa caso tenha havido relações sexuais desprotegidas, quer por não utilização ou falha do método contracetivo regular. 

 

De acordo com os dados extraídos do inquérito, 60% das mulheres utilizaria a pílula do dia seguinte para evitar uma gravidez não planeada, sendo que 42% delas já recorreu a este método. Neste contexto, Teresa Bombas, considera importante “desconstruir os mitos associados à contraceção de emergência”, nomeadamente “as ideias erradas de que a pílula do dia seguinte possa ser abortiva ou, de algum modo, uma bomba hormonal prejudicial à saúde da mulher”.

 

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