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Bem-Estar
Entorse do tornozelo: conheça os fatores de risco, os sintomas e o tratamento
sexta-feira, 18 maio 2018 12:51

A entorse do tornozelo traduz-se na lesão musculoesquelética mais comum, sendo que ocorre, todos os dias, a cerca de mil portugueses. Como alerta Paulo Amado, coordenador da Unidade de Medicina Desportiva do Hospital Lusíadas Porto, esta não afeta somente os atletas. É fundamental a avaliação médica, uma vez que em 10% dos casos são deixadas sequelas.

 

O que é a entorse do tornozelo?

“A entorse é a distensão dos tecidos moles, nomeadamente ligamentos, tendões ou cápsula articular do tornozelo”, explica Paulo Amado. Ocorre devido a um movimento traumático provocado por uma rotação anómala do tornozelo, que pode surgir na sequência de um salto, de uma queda ou de qualquer desequilíbrio brusco ao pisar terreno irregular. Na grande parte dos casos, trata-se de um problema ligeiro. Todavia, nos casos mais graves pode estar implicada uma luxação – estiramento ou rutura dos ligamentos do tornozelo –, podendo fazer-se acompanhar de pequenas fraturas ósseas.

 

Tipos de entorse

O tornozelo é composto por tendões e ligamentos, para além da estrutura óssea, nomeadamente tíbia, fíbula e talus. Todos os componentes desta estrutura são responsáveis pela manutenção da estabilidade do pé. Quando existe uma rotação extremada do membro, pode provocar-se uma lesão ligamentar lateral, quando o pé vira demasiado para fora, ou uma lesão ligamentar medial, quando o pé vira para dentro. “No tornozelo, 97% das lesões afetam os ligamentos laterais externos. A anatomia do pé precipita mais esse tipo de entorse”, explica o especialista.

 

Fatores de risco e prevenção

Alguns fatores congénitos podem favorecer a entorse no tornozelo, como a diferença de comprimento entre as duas pernas ou a maior fragilidade dos ligamentos – clinicamente denominada laxidez ligamentar. Além disso, surgem fatores externos ligados à prática de desportos com movimentos de impacto, saltos e rotação, que colocam uma maior pressão sobre o tornozelo. Qualquer que seja o caso é importante prevenir e usar ortóteses elásticas estabilizadoras do tornozelo e a “aquisição de movimentos de defesa automáticos, aprendidos muitas vezes em treinos específicos”.

 

Sintomas

A entorse do tornozelo faz-se quase sempre acompanhar de um som de estalido e/ou de uma sensação de rutura de tecidos, de maior ou menor intensidade, consoante a gravidade da lesão. Nas horas seguintes, os sintomas mais comuns são:
- sensibilidade ao toque;
- dor;
- inchaço local, sob a forma de edema (acumulação de líquidos) e/ou de hematoma (acumulação de sangue);
- vermelhidão e aumento de temperatura da zona;
- dificuldade em andar ou mesmo em ficar de pé.

 

Diagnóstico

A entorse do tornozelo é a lesão musculoesquelética mais comum. Todos os dias, afeta uma em cada dez mil pessoas em todo o mundo, uma estatística que, adaptada à realidade do país, significa que mil portugueses sofrem uma entorse do tornozelo por dia. “10% das entorses vai desenvolver complicações, causando dores crónicas ou até entorses de recidiva”, explica Paulo Amado. Assim, a avaliação clínica é essencial. Em ambiente hospitalar, para além da observação, o médico pode recorrer a meios complementares de diagnóstico, sendo que “a radiografia é quase sempre necessária e, nos casos em que se justifica, pode igualmente ser pedida uma ressonância magnética”, acrescenta o especialista. O raio-X procura identificar possíveis fraturas, enquanto a ressonância magnética permite avaliar com maior precisão o impacto da lesão nos ligamentos e tendões e na cápsula articular do tornozelo.

 

Tratamento

O tipo de tratamento é determinado pelo tipo de lesão em causa e a gravidade das lesões envolvidas na entorse do tornozelo. Apenas a presença de lesões secundárias, nomeadamente fraturas, pode justificar o recurso à imobilização com gesso. Regra geral, o tratamento passa por repouso, aplicação de gelo, recurso a ortóteses, uso temporário de canadianas e fisioterapia. A recuperação tende a demorar seis semanas. Só para os casos de entorse crónica, quando a fragilidade da zona torna as lesões muito frequentes, é que se considera uma intervenção mais invasiva. Nessas situações, o tratamento é cirúrgico, algo muito frequente em atletas de alta competição.

 

Fonte: Lusíadas

 

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