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Bem-Estar
Descoberta nova forma de identificar pessoas e emoções através de um simples eletrocardiograma
quarta-feira, 06 junho 2018 11:09

Já é possível saber a quem pertence o respetivo coração e as emoções sentidas através de um simples eletrocardiograma (ECG). A descoberta foi feita por uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro (UA), cujo trabalho representa um importante passo em frente no auxílio ao diagnóstico e ao tratamento de distúrbios mentais. Além disso, os autores garantem que o novo método pode ajudar também durante perícias criminais, em interrogatório de suspeitos e testemunhas.

 

“O ECG é o sinal elétrico emitido pelo nosso coração. Este sinal contém informação muito variada, desde a informação clínica consultada pelo médico para inferir o estado do nosso coração, até informação individual, como é o caso dos padrões de resposta a estímulos emocionais”, explica Susana Brás, investigadora do Instituto de Engenharia Eletrónica e Informática de Aveiro (IEETA) da UA e coordenadora do trabalho.

 

“Os registos de ECG de diferentes pessoas contêm informação semelhante, sendo essa informação a que é analisada e extraída pelo médico, de forma a avaliar a nossa condição de saúde”. Ainda assim, “o nosso coração é único e, por conseguinte, tem informação individual, imprimindo uma chave unívoca no ECG e permitindo, desse modo, que a pessoa seja identificada”, sublinha a especialista.

 

Relativamente às emoções, elas desempenham uma “importante função de coordenação com o nosso meio ambiente, mobilizando o organismo para um conjunto de ações sincronizadas que visam promover funções adaptativas”, destacando-se as ações biológicas, que se refletem no traçado do ECG e permitem identificar a emoção experienciada pela pessoa.

 

Desta forma, o trabalho dos investigadores da UA apresenta, pela primeira vez, um método capaz de identificar a pessoa e a sua emoção simultaneamente. O projeto surge da colaboração entre duas unidades orgânicas da UA, o Departamento de Eletrónica, Telecomunicações e Informática e o Departamento de Educação e Psicologia, e das unidades de investigação do Institute of Electronics and Informatics Engineering of Aveiro e o CINTESIS.

 

Assinado também por Jacqueline Ferreira, Sandra Soares e Armando Pinho, a investigação corresponde a um de vários trabalhos interdisciplinares realizados na UA, entre a Engenharia Informática, a Psicologia e a área da Computação Afetiva.

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