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Bem-Estar
Medicamentos genéricos: cinco verdades e mitos sobre uma saúde mais barata para os portugueses
terça-feira, 06 novembro 2018 10:47
A percentagem de consumidores de medicamentos genéricos em Portugal continua a estar aquém de alguns dos principais países europeus. A Zentiva, uma empresa no ramo da indústria farmacêutica, esclarece algumas verdades e alguns mitos relativamente a este tipo de fármacos.

 

Mito: os medicamentos genéricos demoram mais tempo a fazer efeito

 

Os medicamentos genéricos devem libertar a mesma quantidade de substância ativa durante o mesmo período de tempo que o medicamento original. Por esse motivo, a legislação exige a realização de um teste de bioequivalência antes do registo e da autorização de comercialização para garantir que o medicamento tem as mesmas propriedades farmacocinéticas e farmacodinâmicas do produto original.

 

Mito: os medicamentos genéricos são vendidos a baixo preço porque não têm tanta qualidade

 

O preço de um medicamento original reflete, mais do que o custo de produção, o investimento em investigação, desenvolvimento e promoção para o lançar no mercado. Quando os medicamentos genéricos entram no mercado, esse tipo de investimento já não é necessário, o que permite aos medicamentos genéricos competir através do preço. A qualidade e eficácia são pré-requisitos que têm de ser sempre assegurados para a sua comercialização.

 

Verdade: um medicamento genérico pode ter um aspeto diferente do medicamento original

 

São permitidas diferenças de tamanho, forma e cor entre medicamentos de marca e genéricos, desde que não tenham impacto na eficácia, qualidade e segurança do medicamento.

 

Verdade: investigações demonstram que os medicamentos genéricos atuam tão bem como os medicamentos de marca

 

Um estudo avaliou 38 ensaios clínicos publicados que comparavam medicamentos genéricos para o sistema cardiovascular com os seus equivalentes de marca. Nestes ensaios não foi encontrada evidência de que os medicamentos de marca atuassem melhor que os genéricos.

 

O resultado deste estudo é explicado pelo facto de os medicamentos genéricos serem submetidos a ensaios de bioequivalência antes de entrarem no mercado.

 

[Kesselheim et al. Clinical equivalence of generic and brand-name drugs used in cardiovascular disease: a systematic review and meta-analysis. JAMA. 2008;300(21)2514-2526]

 

Mito: os medicamentos genéricos têm uma composição diferente em relação aos equivalentes de marca

 

Medicamentos genéricos e os seus equivalentes de marca têm de conter a mesma substância ativa, responsável pelo efeito terapêutico. Diferenças nos excipientes (como edulcorantes) são permitidas desde que não influenciem a eficácia terapêutica, a segurança ou a forma como o fármaco se comporta no organismo. Por estes motivos, é obrigatório que os medicamentos genéricos sejam submetidos a testes de bioequivalência antes de entrarem no mercado.

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