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Bem-Estar
Já há uma app que ajuda no controlo da síndrome de apneia obstrutiva do sono
terça-feira, 06 novembro 2018 12:00
A Philips apresentou durante um simpósio organizado pela Associação Portuguesa do Sono, a 20 de outubro, a solução de e-health DreamMapper para doentes com síndrome de apneia obstrutiva do sono (SAOS). Num momento de demonstração dos benefícios da saúde digital através de novas ferramentas de Telemedicina, a Philips completa o círculo de cuidado do utente com uma aplicação que permite acompanhar os resultados da sua terapêutica, motivando-o a aderir ao tratamento.

 

De acordo com o estudo multicêntrico realizado na plataforma de Telemedicina EncoreAnywhere da Philips nos Estados Unidos da América, 78% dos doentes que utilizam a solução DreamMapper cumpriram a terapêutica de forma exemplar, enquanto entre os que seguem um tratamento standard, apenas 56% o conseguiram cumprir. Ficou comprovado que a app DreamMapper melhora a adesão ao tratamento em 22%.

 

Tendo em conta a necessidade de se avaliar os efeitos desta nova ferramenta no nível da adesão dos doentes com SAOS, a Unidade de Sono e Ventilação não Invasiva do Serviço de Pneumologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN) e o Centro de Medicina do Sono do Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra estão a desenvolver um estudo piloto, com o objetivo de comparar a adesão dos doentes que iniciaram terapêutica com autoCPAP DreamStation® e que têm recurso à aplicação móvel (App) DreamMapper® vs um grupo controlo de doentes que não tem acesso a esta aplicação móvel. “Pretende-se que, através da utilização da app, os doentes realizem uma auto-análise diária do seu índice de apneia/hipoapneia (IAH), avaliação de fuga e percentagem de utilização do equipamento. Após 3 meses, os doentes serão avaliados clinicamente e será analisado o relatório do CPAP com os dados objetivos de adesão e eficácia,” explica Paula Pinto, coordenadora da Unidade de Sono e Ventilação não Invasiva do Serviço de Pneumologia do CHLN.

 

De acordo com vários estudos científicos, a motivação é a principal razão pela qual os doentes com apneia do sono têm baixa adesão, chegando mesmo a abandonar o tratamento. Desta forma, DreamMapper foi desenhado com base na teoria social cognitiva que sustenta que o grau de motivação está positivamente relacionado com o sentimento de autoeficácia. A ferramenta lança dicas motivadoras para que o paciente melhore a adesão ao tratamento, lembretes quando não está a cumprir com as horas prescritas, dá feedback sobre como está a funcionar a terapia, e o melhor de tudo é que permite partilhar estes dados com o médico. Dados, tecnologia e pessoas conectados em tempo real, a qualquer distância.
 
Os pneumologistas portugueses defendem que as técnicas de telemedicina e as ferramentas de e-health melhoram a assistência aos doentes que sofrem de apneia do sono, uma vez que poupam consultas desnecessárias. A conetividade é o grande facilitador da telemedicina. O facto dos dispositivos CPAP (Continuous Positive Airway Pressure) estarem atualmente conectados e permitirem descarregar as variáveis mais importantes como o número de horas de utilização, por exemplo, abre o caminho para a implementação de plataformas digitais, como sejam EncoreAnywhere da Philips, através da qual os médicos fazem uma gestão virtual do tratamento da apneia do sono.

 

Cerca de 10% da população adulta mundial sofre de apneia do sono, 90% dos quais não estão diagnosticados. Em Portugal, a síndrome de SAOS afeta cerca de 500 mil pessoas, das quais aproximadamente 80% delas não estão diagnosticadas.

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