FacebookTwitterYoutubeInstagramWhatsapp

Plataforma de Atualização Diária

Imagem Desdobramento
Bem-Estar
Laranjas da África do Sul à venda em Portugal têm substâncias proibidas pela UE
quinta, 24 janeiro 2019 11:10
As laranjas importadas da África do Sul têm mais de 50 substâncias ativas de produtos fitofarmacêuticos proibidos na União Europeia (UE), de acordo com um estudo feito pela La Unió de Llauradors. A organização que reúne agricultores da Comunidade Valenciana identificou nas laranjas importadas daquele país substância ativas de mais de 50 produtos utilizados para eliminar pragas e doenças nas plantas, como inseticidas.

 

O estudo da organização espanhola identificou dezenas de herbicidas e inseticidas na produção de laranjas da África do Sul e pede suspensão da importação na UE. Só em 2017, Portugal importou quase 13 mil toneladas destas laranjas.

 

A investigação revelou que uma das substâncias é o paraquat, que segundo a organização é um herbicida que, em determinadas doses, afeta o trato gastrointestinal, os rins, fígado, coração e outros órgãos.

 

"Também se encontram [autorizados na África do Sul] o metil azinfos, proibido pela Agência de Proteção Ambiental desde 2004 e pela União Europeia desde 2006. Este inseticida é altamente tóxico para anfíbios, peixes, mamíferos, crustáceos e moluscos", escreve a organização.

 

Para a instituição agrária, a UE deve suspender a importação de citrinos da África do Sul - e de qualquer outro país que não cumpra as regras de segurança alimentar - até que este país restrinja o uso de tais substâncias.

 

A La Unió de Llauradors diz que continuará a realizar estudos a todos os acordos comerciais assinados pela UE com países terceiros para garantir que estes não utilizem produtos fitossanitários proibidos na UE, uma vez que põem em risco a segurança alimentar.

 

O uso desses produtos, "além de representar um risco possível para os consumidores, tem um risco elevado para os responsáveis pela sua aplicação e para o ambiente. Por outro lado, também permite que os agricultores sul-africanos produzam frutas cítricas com custos de cultivo mais baixos do que os agricultores europeus", acrescenta a organização.

 

A organização profissional agrária espanhola pretende agora fazer chegar os resultados do estudo à Agência Espanhola de Defesa do Consumidor, Segurança Alimentar e Nutricional, bem como às instituições europeias, designadamente à Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA).

 

Fonte: Sábado

PUBLICIDADE

"Fumar é uma droga"

"Fumar é uma droga"

© 2019 Vital Health | Todos os direitos reservados | Designed by IPSPOT_ and Developed by Webview