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Bem-Estar
Importância da inovação terapêutica e da dimensão espiritual no tratamento dos doentes com cancro
terça-feira, 05 fevereiro 2019 10:51

“Conviver com o cancro” foi o mote da conferência organizada pelo Centro Hospitalar de Leiria (CHL), no âmbito do Dia Mundial de Luta contra o Cancro, assinalado ontem, 4 de fevereiro. O encontro teve lugar no Hospital de Santo André (HSA), Leiria, e abordou a inovação terapêutica como forte aliada no tratamento para o cancro e a necessidade de acompanhar a dimensão espiritual da pessoa que lida com esta doença.

 

Dirigida a profissionais, doentes e suas famílias, a conferência apresentou uma síntese da evolução dos tratamentos para o cancro, com o incremento da inovação terapêutica, que tem impacto no aumento da esperança média de vida, como explica Gabriela Sousa, diretora do Serviço de Oncologia Médica do Instituto Português de Oncologia de Coimbra.

 

“Todos os anos há milhares de moléculas a serem desenvolvidas, o que acaba por modificar a forma de tratamento do cancro”, explica a especialista, que destaca o investimento “na compreensão da doença e o estabelecimento de uma série de características inerentes ao cancro”, para depois serem desenvolvidos mecanismos que as contrariem em termos terapêuticos.

 

Durante a conferência, Gabriela Sousa fez também referência ao tratamento cada vez mais personalizado, “administrando medicamentos dirigidos a cada alteração e aos efeitos secundários que podem ter, de forma a potenciar maior qualidade de vida aos doentes”. “O cancro como doença viva está num organismo vivo, que se consegue adaptar e sobreviver aos nossos tratamentos, o que torna a luta muitas vezes desigual”, acrescenta.

 

A especialista destacou ainda o conceito de sobrevivente, para o qual há muitas definições, mas que se resume essencialmente na pessoa com cancro, familiares, amigos, cuidadores ou outros afetados pelo diagnóstico de cancro. “Implica reaprender a viver, com as sequelas dos tratamentos, as alterações nas relações sociais, familiares, com as angústias, os medos e hesitações que permanecem”, salienta Gabriela Sousa. “A nossa missão enquanto profissionais é ajudar o doente a vencer as sequelas dos tratamentos. Acompanhá-lo, ajudá-lo a reaprender a (con)viver!”, conclui a médica.

 

Já Ângela Coelho, membro da direção clínica da Unidade de Cuidados Continuados da Batalha, abordou a questão da espiritualidade no cancro. De acordo com a responsável, esta dimensão tem sido negligenciada, considerando fundamental que se tenha em conta a “noção das necessidades espirituais do doente”. Neste sentido, Ângela Coelho considera que todos os profissionais de saúde têm de estar atentos e valorizar “o que nos doentes fazem na sua vida profissional ou pessoal”.

 

Para a edição de 2019 do “Reagir” estão previstas, além da conferência, outras ações. Neste sentido, vai ser organizada uma caminhada no dia 10 de fevereiro, com concentração no Largo de Papa às 9h30, e que passará pelo percurso Polis até regressar ao mesmo local, e uma corrida/caminhada no dia 13, em que os profissionais e amigos do CHL se juntam à Brisas do Lis Night Run, num percurso que passará pelo HSA. Por fim, irá ainda decorrer a “Gala Reagir 2019”, um espetáculo solidário que decorrerá no Teatro José Lúcio da Silva no dia 16 de fevereiro, com a participação de artistas leirienses de várias áreas, como a dança, a música e o teatro.

 

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