FacebookTwitterYoutubeInstagramWhatsapp

Plataforma de Atualização Diária

Imagem Desdobramento
Bem-Estar
Doação de gâmetas: dadores e beneficiários querem ter acesso a mais dados do processo
segunda-feira, 25 fevereiro 2019 11:50
Um trabalho de investigação desenvolvido no Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) alerta para a importância de se considerarem as opiniões de dadores e beneficiários envolvidos no processo de doação de gâmetas – uso de óvulos e espermatozoides doados para técnicas de procriação medicamente assistida – de forma a se desenvolverem políticas centradas nas pessoas nesta área.

 

O estudo procurou perceber se os dadores – pessoas que doam os seus óvulos e espermatozoides – e os beneficiários – indivíduos que recebem o material reprodutivo doado – estariam disponíveis para partilhar entre eles informação médica, informação identificável e informação relativa aos resultados da doação (por exemplo, se ocorreu ou não uma gravidez a partir do material doado).

 

Os resultados, do trabalho intitulado People-centred policy for data governance in gamete donation: access to information by gamete donors and recipients, mostram que a maioria dos dadores e dos beneficiários concordam que se partilhe informação médica sobre quem doa os seus gâmetas. No entanto, discordam da revelação de informação pessoal sobre dadores, beneficiários e crianças nascidas através deste processo.

 

Um terço dos dadores gostaria de ter acesso a informação sobre os resultados da doação, isto é, teria interesse em saber se a cedência do seu material reprodutivo deu origem a uma gravidez ou ao nascimento de uma criança. No entanto, a maioria dos beneficiários do procedimento não quer partilhar este tipo de informação com os dadores.

 

A investigação alerta para a importância de se desenvolverem políticas centradas nas pessoas no âmbito da governação de dados na doação de gâmetas. As políticas deverão considerar a evidência existente acerca das preferências de dadores e de beneficiários, assim como as opiniões dos demais cidadãos, em particular os profissionais de saúde e especialistas na área da ética e da proteção de dados.

 

O trabalho foi desenvolvido por Tiago Maia, no âmbito do mestrado em Saúde Pública da Universidade do Porto, sob orientação da investigadora do ISPUP, Cláudia de Freitas.

 

O projeto envolveu uma amostra de 230 pessoas (69 dadores e 161 beneficiários), recrutadas no Banco Público de Gâmetas entre julho de 2017 e abril de 2018.

 

Fonte: Universidade do Porto

PUBLICIDADE

"Fumar é uma droga"

"Fumar é uma droga"

© 2019 Vital Health | Todos os direitos reservados | Designed by IPSPOT_ and Developed by Webview