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Grávida no verão: saiba os cuidados a ter nas férias
terça-feira, 18 julho 2017 12:14
O verão altera alguns parâmetros do metabolismo e, por ser, normalmente, tempo de férias, interfere com a rotina da grávida, que deve cuidar da sua saúde e da do bebé. Nos meses mais quentes do ano mudam-se os hábitos alimentares, as rotinas diárias e vive-se temporariamente em locais com condições por vezes muito diferentes das habituais. Paula Ramôa, ginecologista e obstetra do Hospital Lusíadas Porto, explica quais as principais complicações que surgem nesta época para quem está grávida no verão e como as evitar.

 

Desidratação
Em dias quentes ou com níveis de humidade muito baixos, o consumo de líquidos deve ser abundante. Sobretudo naqueles com temperaturas acima da corporal, deve-se ter especial atenção, a fim de se evitar a desidratação, quadro que também pode, assim como a hipertermia ou hipotermia, levar facilmente ao colapso do organismo.

 

Doenças gastrointestinais
O tempo quente é um fator de risco para as gastroenterites provocadas por alimentos deteriorados e que causam a inflamação do estômago. Representam uma das queixas mais frequentes por parte de quem está grávida no verão. Podem ser provocadas por vírus, bactérias e parasitas.

 

Os principais sintomas das gastroenterites são náuseas, vómitos, diarreia, desidratação, cólicas e febre. Os sintomas têm normalmente início entre 12 a 72 horas depois de se contrair o agente infeccioso. Quando tem origem viral, a doença desaparece normalmente ao fim de uma semana. Alguns agentes virais podem estar na origem de sintomas como fadiga, dores de cabeça e dores musculares. No caso de as fezes conterem sangue, é pouco provável que a causa seja viral, nesse caso a maior probabilidade é ser bacteriana. Algumas infeções bacterianas podem persistir por várias semanas.

 

As causas habituais das gastroenterites são a ingestão de água contaminada, a ingestão de alimentos adulterados e o contacto com indivíduos infetados.

 

Como prevenir as doenças gastrointestinais?
-  Lavar frequentemente as mãos;
- Evitar alimentos crus mal lavados ou mal cozidos (ovos, legumes, frutas, peixes, carnes de aves, palmitos);
- Consumir apenas leite e queijos pasteurizados;
- Controlar pragas urbanas, especialmente ratos, baratas e formigas, uma vez que frequentam esgotos e podem veicular mecanicamente serotipos de Salmonella  (gastroenterite bacteriana) para os alimentos;
- Beber água engarrafada sempre que se encontre em viagem ou em locais onde as condições de águas e saneamento sejam desconhecidas;
- Evitar  alimentos com maior risco de contaminação, como carnes, produtos lácteos, ovos e molhos devem sempre mantidos em temperaturas baixas e ser consumidos dentro do prazo de validade.

 

Tratamento
Se for causada por vírus, a gastroenterite pode passar sozinha e o tratamento serve apenas para amenizar sintomas e repor a perda de líquidos. O mesmo acontece em alguns tipos de bactérias. Dependendo do tipo de bactéria, pode ser necessário tomar antibióticos. Em caso de desidratação em grau moderado a grave também pode ser necessário repor líquidos no organismo por via intravenosa.
 
Outras dicas úteis
- Evitar o sol nas horas de maior calor;
- Não frequentar piscinas públicas;
- Tomar banhos de mar e caminhar na borda da água para promover o retorno venoso e a drenagem linfática.

 

Fonte: Lusíadas
 

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