FacebookTwitterYoutubeInstagramWhatsapp

Plataforma de Atualização Diária

Imagem Desdobramento
Dicas
Aprenda a escolher o exercício físico ideal para si
sexta-feira, 22 setembro 2017 12:57
O regresso ao trabalho é muitas vezes sinónimo de novos hábitos e rotinas. Se decidiu começar a fazer exercício físico, o Hospital Lusíadas Lisboa ajuda-o a escolher o tipo e exercício mais adequado, de acordo com as suas características, necessidades, objetivos e, é claro, preferências.

 

“Não é pela cor dos ténis que se deteta um bom desportista, nem é pelo que se transpira que se avalia um bom desporto ou exercício”, começa por alertar Carla Afonso, coordenadora da Unidade de Medicina Física e de Reabilitação do Hospital Lusíadas Lisboa. Tudo deve ser feito com calma, organização, ouvindo o corpo e respeitando regras, em nome da Saúde. Até porque, revela a especialista, “praticar exercício físico de forma brusca pode ser tão ou mais prejudicial que o sedentarismo”.

 

Saiba o que deve ter em conta quando começa a fazer exercício físico: 

 

Ser mais saudável

O primeiro passo está dado: se está a pensar fazer exercício físico, só vai ganhar. “Segundo a Federação Mundial de Cardiologia, as pessoas que não praticam atividades físicas têm um risco duas vezes maior de sofrer de doenças cardíacas, ter tensão alta e desenvolver diabetes mellitus, quando comparadas com quem as pratica regularmente, independente do facto de estar ou não acima do peso”, afirma a médica. A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 150 minutos de atividade moderada por semana. Carla Afonso sugere a “prática de, pelo menos, meia hora de exercício físico diário, ou caminhar três quilómetros por dia, para combater o stresse, as doenças cardiovasculares e a obesidade ou o excesso de peso”.

 

Como escolher o tipo de exercício físico certo

Conhecer bem o seu corpo é a primeira etapa para a escolha de um exercício específico. Conforme avisa a médica, a modalidade deve estar em “conformidade com a estrutura e resistência física” de cada pessoa. Para além disto é preciso ter em conta a existência de lesões ou problemas de saúde pode condicionar a escolha. Neste caso, a melhor pessoa para o avaliar é o seu médico assistente, que “deverá consultar sobretudo se tiver fatores de risco associados, tais como hipertensão ou diabetes mellitus”, aconselha. 

 

(Re)começar a fazer desporto

Reduzir o stresse e ansiedade, melhorar a flexibilidade, equilíbrio e força, e até aliviar a dor são alguns dos benefícios do ioga, uma disciplina que reúne cada vez mais adeptos, dos oito aos 80 anos. Na opinião de Carla Afonso, esta atividade “mais suave e com menor impacto nas articulações, tal como a natação e o pilates, é altamente recomendável para os mais idosos, para quem nunca tenha praticado atividade física ou quem esteja fora de forma.” Outro bom ponto de partida para uma vida ativa é a corrida. “Comece por correr cinco minutos e aumente a duração progressivamente”, aconselha a médica, sugerindo para quem não gosta de correr, “uma caminhada de uma hora todos os dias. Caminhar é outro exercício muito bom para o corpo e perfeito para principiantes.”

 

Alta intensidade

Muito na moda, a corrida, o ciclismo e o crossfit são atividades de intensidade moderada a alta, pelo que devem ser praticadas por “quem já faz exercício físico habitualmente e opta por treino mais intenso, sobretudo o crossfit, modalidade de eleição de alguns, por se tratar de treino variado e de alta intensidade”, realça a médica. Seja qual for o tipo de exercício físico que escolher, o aquecimento inicial e os alongamentos finais no treino são determinantes para preparar o corpo para o esforço e minimizar o risco de lesões e dor, respetivamente. Estes são cuidados a reforçar por quem não tem por hábito a prática desportiva.

 

Plano de 30 dias

Respeitar os sinais do corpo e evoluir gradualmente são regras de ouro. Para visualizar a aplicação prática, Carla Afonso exemplifica: “As primeiras semanas são um período de adaptação do corpo à atividade física, por isso, recomendo iniciar com 20 minutos três vezes por semana. Na segunda semana, pode passar a quatro vezes e, na terceira, aumentar o treino de cada sessão em dez minutos. Na quarta semana cumpra 30 minutos, cinco dias por semana. A partir daí estará a realizar os 150 minutos de atividade moderada recomendados pela OMS”. 

 

Ouvir o corpo

Durante a prática desportiva deve estar atento a alguns sinais de alarme e interromper o treino se necessário. Um dos mais importantes é a frequência cardíaca. “Ao realizar exercício aeróbio moderado a resposta fisiológica é um aumento da frequência cardíaca, mas se for excessivamente, deverá parar a atividade. A respiração é outro fator que deve saber “ouvir”: A falta de ar ao caminhar ou correr indica que as moléculas de oxigénio não estão a ser adequadamente absorvidas pelo sangue”, esclarece. Quanto às dores musculares, são uma consequência natural do esforço, como ilustra a médica: “Dependem dos grupos musculares solicitados no treino e ocorrem por acumulação de ácido lático nos músculos, efeito normal após o exercício. A dor deve desaparecer até aos três dias seguintes, se persistir poderá dever-se a lesão muscular. Nesse caso, consulte um médico.”

 

Fonte: Rota da Saúde 

PUBLICIDADE

"Fumar é uma droga"

"Fumar é uma droga"

© 2019 Vital Health | Todos os direitos reservados | Designed by IPSPOT_ and Developed by Webview