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Glaucoma, a segunda causa de cegueira no mundo: saiba o que fazer depois dos 40
quinta-feira, 01 fevereiro 2018 11:18
O glaucoma é a segunda causa de cegueira no mundo, afetando cerca 60 milhões de pessoas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Um diagnóstico precoce, incluindo a medição da pressão intraocular (PIO) e um tratamento adequado, permitem retardar a progressão da doença e as suas consequências irreversíveis, no caso de não ser detetada a tempo.

 

Em Portugal pensa-se que mais de 100 mil pessoas sofram de glaucoma, no entanto, existem poucas pessoas diagnosticas por se tratar de uma doença com poucos sintomas, que evolui de forma lenta e progressiva, provocando lesões irreversíveis no nervo ótico.

 

O glaucoma raramente se manifesta antes dos 35 anos e a perda de visão ocorre geralmente aos 40, 50 ou 60 anos. Por isso mesmo, a partir dos 40 anos de idade é aconselhável consultar um oftalmologista para a deteção precoce da doença, sendo importante realizar exames complementares da superfície ocular, que permitam detetar alterações. "A prevenção e a adesão ao tratamento são a melhor estratégia de que se dispõe para travar o glaucoma e evitar que este leve à cegueira", explica em comunicado o presidente do Grupo Português de Glaucoma da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, António Figueiredo.

 

A medição periódica da pressão intraocular é a ferramenta de diagnóstico mais eficaz na prevenção do glaucoma e, por isso, António Figueiredo deixa o conselho: "todas as pessoas com mais de 40 anos devem ir regularmente ao oftalmologista, já que, além de verificar a pressão ocular, é importante avaliar o estado do nervo ótico, especialmente nas pessoas com antecedentes familiares de glaucoma".

 

O tratamento pode ser feito através de fármacos de uso tópico, mas quando a pressão intraocular não melhora poderá ser necessária a cirurgia ocular. Desde setembro, que se encontra disponível em Portugal um medicamento que combina duas substâncias ativas, o taflupros e timolol, desenvolvido pela empresa farmacêutica Santen.

 

“Graças à combinação de duas substâncias ativas, consegue-se uma redução da pressão intraocular até 40% em doentes cuja PIO basal é de 31 mmHg”, refere em comunicado Pedro Faria, otalmologista da Unidade de Glaucoma do Serviço de Oftalmologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. Não apresentando conservantes, o novo fármaco, aprovado pelo Infarmed e presente na lista de medicamentos comparticipados sujeitos a receita médica, evita efeitos associados.

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