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No mês da mulher conheça os sintomas, tratamentos e causas das varizes
segunda-feira, 26 março 2018 12:48
As varizes encontram-se englobadas numa denominação designada por doença venosa crónica (DVC) e tratam-se de veias dilatadas e tortuosas, facilmente identificáveis por se localizarem por baixo da pele. Apesar de poderem ocorrer em várias partes do corpo, são mais frequentes nos membros inferiores como nos pés, nas pernas e nas coxas. Conheça os sintomas, as causas e os tratamentos mais inovadores da doença que afeta, sobretudo, mulheres.

 

Sintomas

 

Para além do impacto a nível estético, as varizes podem causar sintomas de dor, sensação de pernas pesadas ou cansadas, edema (inchaço), sobretudo nos tornozelos e pés, comichão ou câimbras. Nos casos mais graves podem surgir varicoflebites (coágulos sanguíneos nas veias dilatadas), alterações na cor e consistência da pele condicionados pela inflamação crónica ou aparecimento de uma ulcera venosa, situação clínica com grande morbilidade e impacto na qualidade de vida.

 

Causas

 

Estima-se que, em Portugal, cerca de 25% da população sofra de DVC, sendo as mulheres o grupo mais afetado, devido à componente hormonal e à gravidez. As causas das varizes são várias:

 

- a hereditariedade (genética) tem um papel importante, parecendo contribuir para que as veias se tornem mais facilmente dilatáveis pela pressão natural do sangue.

 

- a exposição ao calor, o sedentarismo, as profissões que exigem a permanência prolongada de pé e o excesso de peso são outros fatores que podem favorecer o seu aparecimento.

 

- o próprio processo de envelhecimento é também um fator de agravamento.

 

- as varizes podem ter uma origem secundária quando aparecem por doenças adquiridas no decorrer da vida, como por exemplo após uma trombose venosa profunda, sendo neste caso de tratamento mais difícil.

 

Como evitar as varizes?

 

Usar meias elásticas é uma das formas de evitar o aparecimento de varizes, como também a prática regular de exercício físico aeróbico e a manutenção do peso ideal. Para além disso, evitar ficar em pé por longos períodos de tempo e evitar a exposição prolongada ao calor são outras formas de evitar o aparecimento de varizes.

 

O que se deve fazer quando se deteta o aparecimento de varizes?
Em primeiro lugar, deve entrar em contacto com um médico especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular, para obter um correto diagnóstico e aconselhamento. O diagnóstico é feito, frequentemente, através da realização de um eco-doppler, um exame ecográfico, inócuo e indolor, que permite perceber o que se passa com as veias superficiais e profundas, através de um mapeamento venoso.

 

Qual o melhor tratamento?
O melhor tratamento depende de um diagnóstico correto e preciso, podendo ser conservador, através de medicação oral e da utilização de uma meia elástica, ou interventivo, escolhendo-se, dos vários métodos que atualmente estão disponíveis, o que mais se adequa ao caso particular de cada doente, podendo tratar-se de um procedimento único especifico ou de uma combinação de diferentes tratamentos.

 

Em Portugal, a forma mais comum de tratamento de varizes é ainda a cirurgia convencional. Com múltiplas décadas de evolução e de aperfeiçoamento da técnica é possível fazer o tratamento cirúrgico de varizes em regime ambulatório, com pequenas incisões (microflebectomias) e com uma taxa de complicações muito reduzida.

 

No entanto, as novas técnicas minimamente invasivas diminuem a frequência de complicações, permitindo uma recuperação muito mais rápida do doente, quase imediata, para as suas atividades de vida diárias e para o trabalho, mantendo uma eficácia comparável à cirurgia, tornando-as, por esse motivo, muito atrativas para o tratamento desta doença. Contrariamente ao que acontece no país, nos EUA estas técnicas inovadoras são já aplicadas na grande maioria dos pacientes, em aproximadamente 70% a 80% dos casos.

 

Ablação térmica com Radiofrequência / Laser: são os métodos endovenosos mais utilizados atualmente e mais seguros. Consistem em técnicas percutâneas, realizadas com apoio de uma ecografia, que envolvem a punção da veia safena (na perna ou coxa) e a introdução de um cateter ao longo do seu trajeto. Este procedimento pode ser realizado com anestesia local, caso seja essa a preferência do doente e demora, aproximadamente, uma hora. Por norma, o utente pode ter alta imediatamente após a intervenção, sendo necessário o uso de meias elásticas durante duas a três semanas. Com esta técnica, comparativamente à cirurgia convencional, a veia não é removida, surgindo menos hematomas, e não sendo necessário realizar qualquer incisão na virilha.

 

Escleroterapia com espuma eco-guiada: com o apoio de uma ecografia, injeta-se uma espuma de agente esclerosante que vai promover uma inflamação na parede da veia e a sua oclusão. É realizada sob anestesia local no consultório, sendo necessário o uso de meias elásticas durante duas a três semanas.

 

Embolização com cianoacrilato: trata-se da técnica endovenosa mais recentemente desenvolvida, envolvendo a libertação da uma cola biológica médica na veia do doente, através de um pequeno cateter, interrompendo desse modo a sua circulação. O procedimento tem um tempo de duração de aproximadamente 30 minutos, podendo ser realizado apenas com anestesia local. Uma das vantagens deste procedimento é o facto de não implicar o uso de meias de compressão elástica após o tratamento.

 

Microescleroterapia: esta técnica envolve a injeção, com uma agulha muito fina, de um produto esclerosante líquido, para o tratamento de veias reticulares e telangiectasias, com um objetivo primordialmente estético. Após este procedimento, é necessário o uso de meia elástica durante 1 a 2 semanas. Sintomas de calor, comichão e hiperpigmentação da pele nos locais tratados são algumas das possíveis complicações.

 

Fonte: Hospital Santa Maria - Porto

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