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Infertilidade: o que deve saber
sexta-feira, 18 janeiro 2019 11:35
A infertilidade é cada vez uma das maiores preocupações da sociedade atual, uma vez que com a mudança de estilo de vida e consequente adiar da maternidade, são muitos os casais que lidam com a gravidez mais tarde.

 

A média diz que a fertilidade se mantém relativamente estável até aos 35 anos, mas que a partir dessa altura começa a "descer a pique". No entanto, alguns médicos indicam a idade dos 27 anos como o fim da fertilidade. 
 

De acordo com um estudo da Universidade de Pádua e do Instituto Nacional Britânico de Ciências da Saúde e Meio Ambiente, a probabilidade de conceber dois dias antes da ovulação (momento ideal) é de 50% para as mulheres entre os 19 e 26 anos. Esta probabilidade baixa para 40% entre os 27 e os 34, e até 30% a partir dos 35. É com este degrau etário que a fertilidade começa a diminuir: as mulheres sofrem alterações fisiológicas e, no caso do sexo masculino, a qualidade do esperma começa também a diminuir. Mas isto não quer dizer que a gravidez fique fora dos planos. 

 

“Tal não significa que a mulher não possa engravidar de forma espontânea em idades mais avançadas”, explica Ana Rosa Costa, vice-presidente da Sociedade Portuguesa da Contraceção. 

 

Segundo a especialista, depois dos 35 anos, o casal deve realizar um estudo de infertilidade se, depois de meio ano de relações sexuais sem proteção, a mulher ainda não tiver ficado grávida. Por outro lado, o mesmo prazo para um casal mais jovem termina um ano depois de terem começado a tentar.

 

Para quem precisar de alternativas, o primeiro passo é estar bem ciente do momento em que se dá a ovulação e dos períodos menstruais. Se estes são regulares, mantém relações durante a ovulação (a meio do ciclo) e não consegue ficar grávida, após algum tempo a tentar, deve consultar um médico.
 

Que tipo de ajuda precisa?

Se os médicos e as análises confirmarem que precisa de um "empurrãozinho" para engravidar, uma receita poderá ser o suficiente para aumentar a sua fertilidade de forma natural.
As causas hormonais não estão no cerne de todos os tipos de infertilidade, por isso, os médicos aconselham o que fazer se o problema for causado, por exemplo, por razões anatómicas que podem ser resolvidas com uma pequena intervenção. Mas quando as hormonas falham, ou se, em cima da mesa estiver um diagnóstico mais problemático, o procedimento mais comum é recorrer à inseminação artificial (IA). Tal consiste em introduzir um espermatozoide num dos óvulos quando a mulher está no período mais fértil. A intervenção é feita com recurso a uma cânula, eventualmente depois de receber hormonas para estimular a fertilidade. Podem ser necessárias quatro a seis tentativas até ter sucesso.

 

A fertilização in vitro (FIV) consiste na junção do óvulo e do espermatozoide num tubo de ensaio e, em seguida, o embrião resultante é introduzido no útero da mulher. Esta é uma técnicas com maior taxa de sucesso. No entanto, os médicos não a propõem desde logo, a menos que num primeiro exame seja detetada uma obstrução das trompas de Falópio ou um sémen de baixa qualidade. Isso acontece por ser uma técnica muito mais complicada, cara e, em geral, que implica um risco maior de ter uma gravidez múltipla. Além disso, pode ser necessária uma doação de esperma ou de ovócitos para funcionar corretamente.

 
Congelar os óvulos
 

Para quem quer adiar a gravidez, preservar os óvulos a baixa temperatura parece, agora, o método mais fiável e seguro. Ana Rosa Costa afirma que “as mulheres atualmente adiam a gravidez para idades mais tardias em que a fertilidade diminui, por isso algumas optam pela criopreservação de óvulos que lhes permita uma gravidez mais tarde”.

 

 

Factos e mitos:

 

1. A mulher deve estar comprometida com o desporto
Verdadeiro. Se pensava que estar em boa forma é bom para ser mãe, saiba que um estudo da Universidade de Boston demonstrou que o exercício intenso (como o running) pode causar stress fisiológico, o que interrompe a ovulação. “Pode provocar ciclos anovulatórios e por isso diminuir a fertilidade”, explica Ana Rosa Costa.

 

2. A mulher deve dizer adeus à soja.
Falso. Um estudo da Universidade de Harvard indica que as isoflavonas dos alimentos que contêm soja podem interferir na produção das hormonas sexuais. Contudo, as estatísticas sobre fertilidade nos países onde a soja é um dos alimentos mais consumidos não são piores do que as nossas.

 

3. A mulher deve divertir-se.
Verdadeiro. Um estudo da Universidade de Oxford observou que as mulheres com um nível mais elevado de alfa-amilasa (biomarcador do stress que se encontra na saliva) tinham cerca de 12% menos probabilidades de engravidar. Outro estudo comprovou que as mulheres que se riram com atividades ou espetáculos de humor após um tratamento de fertilidade tiveram uma taxa de êxito 16% mais elevada.

 

4. Deve ter cuidado com o açúcar.
Verdadeiro. A diabetes e os altos e baixos de açúcar podem traduzir-se numa síndrome metabólica que leva a que as hormonas não se produzam em quantidades adequadas. 
 

5. A mulher deve controlar a sua ovulação.

Verdadeiro. Os estudos demonstram que a probabilidade de conceber atinge o seu ponto mais elevado nas 48 horas que antecedem a ovulação, que tem lugar 14 dias antes da menstruação. 
 

6. O casal deve ter relações sexuais a cada três dias.

Falso. Apesar de um estudo publicado na revista Fertility and Sterility afirmar que os espermatozoides ficam mais ativos quando as relações sexuais aumentam, mas o que é verdadeiramente importante são as dos dias em que acontece a ovulação.

 

Fonte: Women's Health

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