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Diarreia: como prevenir e tratar
terça-feira, 19 fevereiro 2019 10:37
A diarreia é um aumento na frequência das dejeções ou diminuição da consistência das fezes e por uma massa fecal superior a 200g/dia. É assim que a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) define esta condição médica com vários tipos. A CUF Hospital enumera os vários tipos de diarreia, as causas, o tratamento e o que se pode fazer para prevenir.

 

 

Se a duração da diarreia for inferior a duas semanas é classificada como aguda, enquanto que se ultrapassar as quatro semanas é classificada como crónica. Por norma, a diarreia aguda é causada por infeções gastrointestinais, autolimitadas e de tratamento fácil. Já a diarreia crónica, nos países desenvolvidos, pode ter na origem diversas causas como a síndrome do intestino irritável, doença inflamatória intestinal e as síndromes de má absorção.

 

O exame físico é útil para determinar a gravidade da diarreia e permite a exclusão de patologias cuja manifestação pode incluir diarreia. O médico pode pedir a realização de exames de diagnóstico (exames laboratoriais, endoscópicos, exame das fezes apenas nos casos em que a situação clínica o aconselhar).

 

Tratamento da diarreia aguda

Em primeiro lugar, é imperativo garantir que os fluidos e eletrólitos são repostos. Como a diarreia aguda costuma ser autolimitada, a reposição de fluidos e eletrólitos e a modificação da dieta são, normalmente, suficientes. Os fármacos antidiarreicos, antibióticos, analgésicos e reguladores da motilidade só são utilizados em alguns casos.

 

Diarreia crónica

Pode ser classificada em três tipos: inflamatória, esteatorreia e aquosa. As causas são múltiplas.

A história clínica permite apurar o início da diarreia, o padrão (contínuo ou intermitente), duração, volume e características das fezes (com sangue, ácidos gordos, aquosas). O médico vai também estabelecer se existe uma relação entre a diarreia e o stresse, a alimentação e a altura do dia em que ocorre, bem como se existem outros sintomas associados como perda de peso, distensão/dor abdominal ou flatulência. A incontinência fecal pode ser confundida com diarreia, pelo que deve ser realizado o diagnóstico diferencial.

 

É importante apurar junto do doente a existência dos seguintes fatores:

História de infeções bacterianas recorrentes;

Toma de medicamentos, realização de radioterapia e cirurgias;

Sintomas associados a doenças sistémicas como hipotiroidismo, diabetes, entre outras;

Viagens recentes;

Consumo de água e/ou alimentos contaminados;

Contacto com pessoas doentes;

Consumo excessivo de laxantes.

 

Tratamento da diarreia crónica

O tratamento vai depender das causas da diarreia sendo, por isso, individualizado.

 

A maior parte dos casos de diarreia cura-se por si só. Porém, visto que a diarreia provoca a perda de fluidos e eletrólitos, é necessário estar atento.

 

Deve consultar o médico se:

A diarreia persistir durante dois dias sem melhorar;

Se tiver sintomas de desidratação (muita sede, boca ou pele secas, pouca ou nenhuma urina, fraqueza, tonturas, vertigens, urina de cor escura);

Se tiver sangue nas fezes ou estas forem de cor escura;

Se tiver dor abdominal ou retal severa;

Se tiver febre superior a 39º.

Nas crianças, especialmente se forem muito novas, a diarreia - em particular se for acompanhada de febre e/ou vómitos - pode, conduzir a um estado de desidratação.

 

Fonte: CUF Hospital

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