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Urticária: o que deve saber
terça, 14 maio 2019 10:28
A urticária é uma reação alérgica da pele que normalmente não tem gravidade. Na maior parte dos casos a terapêutica tem como objetivo aliviar os sintomas e identificar o agente causador. O Hospital Lusíadas enumera os tipos, sintomas, causas e tratamentos para a urticária.

 

Trata-se de uma reação alérgica, com libertação de histamina e outras substâncias inflamatórias no sangue, que provoca uma reação cutânea e/ou sistémica que pode culminar num choque anafilático. Cursa com babas fugazes no local (24 horas), de dimensões e formas variáveis. Podem ser mais ou menos localizadas e afetar qualquer parte do corpo. Em situações menos comuns, a urticária pode causar edema, ou seja, inchaço de uma das partes afetadas. Em casos graves a garganta pode inchar, dificultando a respiração e a deglutição. Nesta situação é necessário recorrer a um serviço de urgência.

 

Tipos de urticária
Na maior parte dos casos, a urticária não é aguda e desaparece em 24 horas. Considera-se que se trata de urticária aguda quando se mantém durante dias e até seis meses. Por norma a forma aguda dura cerca de seis semanas. Quando persiste além dos seis meses considera-se uma forma crónica.

 

Causas
A mais comum é uma reação alérgica a alimentos (por exemplo, marisco, peixe, ovos, produtos lácteos, frutos como a banana e o quivi, soja, leguminosas como o amendoim e frutos secos), a medicamentos (por exemplo, penicilina, anti-hipertensores e anti-inflamatórios), picada de insetos (por exemplo de abelha), reação viral ou bacteriana, como reação a um pico de stresse, ou associada a doenças autoimunes, com défices de imunidade ou mesmo neoplásicas.
 

Em algumas pessoas pode surgir urticária devido ao calor e ao frio, bem como à fricção cutânea de uma peça de vestuário numa zona mais sensível (dermografismo). Com frequência não se consegue identificar a causa (urticária idiopática).

 

Em caso de suspeita de alergia alimentar ou a um medicamento podem ser realizadas análises ao sangue ou testes cutâneos, mas na maioria dos casos os resultados não são conclusivos.

 

Quem é mais afetado?

A urticária é uma situação muito frequente, estimando-se que 15% a 25% da população sofre deste problema em algum momento da sua vida. Está mais propenso quem já teve um episódio de urticária, as pessoas que tiveram outras reações alérgicas ou sofram de doenças que fragilizam o sistema imunitário, assim como quem tem familiares próximos com historial de urticária.
 

Como se trata?

Uma situação aguda deve ser tratada com medicamentos que aliviam os sintomas, ou seja, atenuam a comichão e o desconforto. Os anti-histamínicos podem ser tomados por via oral e devem-se aplicar emolientes calmantes da pele, devendo evitar-se a aplicação de pomadas com corticoides ou anti-histamínicos tópicos pois, paradoxalmente, podem agravar a urticária. Caso se saiba que fator desencadeou a situação deve evitar-se nova exposição.

 

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