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Factos e mitos sobre os micróbios
sexta-feira, 24 janeiro 2020 11:21
A “regra dos cinco segundos” continua a ser algo comum, especialmente no imaginário infantil, incutido pelos adultos. Luís Tavares, coordenador da Unidade de Doenças Infeciosas do Hospital Lusíadas Lisboa, esclarece este e outros mitos relacionados com os microrganismos e a higiene.
 
1. Se apanhar o alimento do chão em cinco segundos e soprar, não há contaminação.
Mito. Cinco segundos são “o suficiente para contaminar o que quer que seja”, sublinha o coordenador da Unidade de Doenças Infeciosas do Hospital Lusíadas Lisboa, Luís Tavares. “A passagem é instantânea. Claro que se um pedaço de comida ficar no chão apenas por um segundo, a quantidade de microrganismos que vai absorver é menor, mas isso não fará grande diferença”, garante. O “soprar”, um clássico português, “também não faz qualquer sentido”, servindo apenas para afastar um pelo ou alguma poeira visível.
 
2. Se o chão estiver molhado, o perigo de contaminação é maior.
Verdade. Quando está em causa a possibilidade de contaminação por microrganismos, “o nível de humidade é o mais crítico”, assegura Luís Tavares. Por favorecer o crescimento de todo o tipo de microrganismos, a humidade, ambiental ou visível ao contacto, torna mais propícia a contaminação.
 
3. A casa de banho é o sítio mais sujo da casa.
Mito. “Tendemos a pensar que a casa de banho é o sítio mais sujo” ou com maior perigo de contaminação de uma casa, quando “isso não é necessariamente verdade”. Alguns dos maiores perigos estão na cozinha, em particular nas esponjas da loiça, no ralo do lava-loiças, nas tábuas de corte e em todos os panos ou utensílios de limpeza que possam acumular restos de alimentos.
 
4. Andar com o calçado da rua em casa é um mau hábito.
Verdade. “Andamos calçados na rua, que está conspurcada com tudo, dejetos de animais, etc.”, refere Luís Tavares. Criar o hábito de ter “chinelos para andar em casa” é positivo, defende o especialista. “Não impede que o chão não esteja contaminado, mas estará seguramente menos”, esclarece.
 
5. Não se deve pousar uma mala no chão.
Verdade. Luís Tavares desaconselha o hábito, por mais limpa que a superfície aparente estar. No entanto, nem sempre o nível de perigo é igual. “Os pisos com textura, que têm a vantagem de não escorregar, são muito mais difíceis de higienizar”, sublinha.
 
6. Só os produtos hospitalares permitem desinfetar uma superfície.
Mito. Um dos desinfetantes mais frequentemente utilizados em contexto hospitalar tem por base os hipocloritos, ou seja, lixívia. “A lixívia que usamos em casa, vulgaríssima, é um hipoclorito de sódio a 3%, é um bom desinfetante”, garante.
 
7. É importante desinfetar as frutas e vegetais.
Mito. “As nossas casas são servidas pela rede pública, a água já contém cloro”, relembra Luís Tavares, referindo que não é preciso cuidados extra para a lavagem de frutas e vegetais. Uma solução de água e lixívia ou pastilhas desinfetantes só fazem sentido “quando nos movemos para ambientes onde a água não seja tratada”, conclui.
 

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