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Oito dicas para doentes com artrite reumatoide durante a quarentena
sexta-feira, 03 abril 2020 11:04
No âmbito do Dia Nacional do Doente com Artrite Reumatoide, assinalado no próximo dia 5 de abril, a Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED) apresenta algumas medidas preventivas contra o novo coronavírus, para o qual os doentes com artrite reumatoide são considerados grupo de risco.
 
 
1. Permanecer em casa e sair apenas em circunstâncias excecionais e quando estritamente necessário;
 
2. Evitar contacto próximo com doentes infetados;
 
3. Evitar o contacto próximo com pessoas que tenham estado em áreas de elevada exposição ao vírus (Itália, Espanha, Alemanha, China, entre outros);
 
4. Não alterar a medicação sem indicação expressa do médico especialista que o acompanha;
 
5. Lavar frequentemente as mãos com água e sabão durante, pelo menos, 20 segundos, ou com solução antisséptica de base alcoólica;
 
6. Adotar medidas de etiqueta respiratória, nomeadamente espirrar ou tossir para o antebraço ou manga, usar um lenço de papel e higienizar as mãos após o contacto com secreções respiratórias;
 
7. Adotar um estilo de vida o mais saudável possível, com hidratação adequada, alimentação variada, exercício e descanso;
 
8. Cumprir as indicações das entidades de saúde oficiais, como a Direção-Geral de Saúde (DGS), do médico de família e do médico especialista.
 
 
Ana Pedro, presidente da APED, realça que “os doentes reumáticos constituem um grupo de risco e é altamente crucial, para uma prevenção eficaz, que prestem atenção e sigam todas recomendações das autoridades de saúde. Em caso de dúvida, o doente deve sempre contactar o médico de família e/ou médico especialista que o segue, pelo telefone ou por meios eletrónicos”.
 
A especialista acrescenta: “A linha SNS24 deve ser utilizada apenas nos casos em que o doente apresenta sintomas de COVID-19”.
 
A artrite reumatoide é uma doença reumática inflamatória que se caracteriza pela dor e inchaço nas pequenas articulações das mãos e dos pés, estando associada a alterações da imunidade. A sua prevalência na população portuguesa é de 0,7%.
 
No entanto, em Portugal, a dor constitui a primeira causa de consulta médica, a principal causa de invalidez e de reforma antecipada por doença, o primeiro motivo de absentismo ao trabalho e é responsável por um forte impacto no consumo de recursos de saúde, além dos grandes custos sociais e económicos.
 

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