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A quarentena deixou a sua pele mais seca e irritada? Saiba como o combater
segunda-feira, 22 junho 2020 10:36
Perante o desconfinamento e o regresso à normalidade, é normal que sinta diferenças na sua pele. Talvez esteja mais seca, com borbulhas, manchas, vermelhidão e até irritações. Pode pensar-se que o isolamento tenha servido como uma “desintoxicação da pele”, mas, na verdade, não são só os elementos exteriores e a maquilhagem que provocam efeitos negativos na pele. O cirurgião João Martins, especialista em cirurgia estética, deixa as principais alterações e cuidados a ter neste momento de isolamento social, tendo em conta o problema da sua pele.
 
Secura: Dentro de casa, o ar é mais seco do que no exterior, algo agravado se tiver ar condicionado, que deixa a pele ainda mais seca. Além disso, lavar as mãos e o rosto com maior frequência também pode causar secura e escamação, rompendo a barreira da pele. Para a hidratar, é recomendado beber muita água, quente ou fria, simples ou aromatizada, evitar banhos demasiado quentes e utilizar um creme com ácido hialurónico e/ou ceramidas.
 
Pele baça: A desidratação diminui a renovação celular, acumulando células mortas na superfície da pele, deixando-a com menos brilho. O especialista recomenta que mantenha a rotina de limpeza para remover resíduos de suor e toxinas, fazendo uma máscara esfoliante uma a duas vezes por semana. Para promover a regeneração, recomenda-se suplementação com niacinamida (vitamina B3), oral ou em creme, e boas rotinas de sono, já que é durante a noite que ocorre a eliminação de células mortas e a síntese de novo colagénio.
 
Menos homogeneidade: Em casa, recorremos mais aos ecrãs, por razões lúdicas ou de trabalho. A luz azul, tal como a luz solar, gera radicais livres e a exposição excessiva pode afetar a pele, provocando inflamação e sensibilidade, deixando-a menos homogénea. Mesmo em casa, é importante continuar a aplicar protetor solar e utilizar estes aparelhos no “night mode” ou com o “filtro de luz azul”.
 
Acne, borbulhas e outras irritações: Teletrabalho, medo da crise económica, preocupação em acompanhar os filhos e receio de apanhar a doença elevam os níveis de stress, resultando numa alteração do perfil hormonal e aumentando os níveis de cortisol, hormona que agrava a inflamação da pele (levando a eczema, psoríase e acne). Aumenta também o stress oxidativo na pele, tornando-a mais oleosa. Assim, o cirurgião considera essencial tentar manter rotinas, fazer atividades de relaxamento (meditação e yoga) e exfoliar a pele. Um creme com retinol, à noite, e ácido glicólico também podem ajudar no controlo da oleosidade.
 
 
Apesar de ser possível minimizar os estragos com tratamentos faciais, o cirurgião realça ser importante agir quando são visíveis alterações, não só para evitar “males maiores”, como também para prevenir.
 
“As idas à rua, com o devido distanciamento social, são recomendadas, já que permitem aumentar os níveis de vitamina D através da exposição solar, tão importante para a firmeza e reparação da pele. A par disso, é fundamental manter uma alimentação equilibrada, descanso e atividade física”, termina o especialista.
 

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