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Entrevista
Neurociência: investigação enfrenta caminho árduo e tecnicamente difícil
quarta-feira, 30 janeiro 2013 12:37
Por: Rui Costa, investigador da Fundação Champalimaud
Neurociência: investigação enfrenta caminho árduo e tecnicamente difícil

RuiCosta artigo copyJá foi distinguido pela Sociedade Americana de Neurociência e recentemente abriu novas perspetivas na área do tratamento de doenças neurológicas. Rui Costa é investigador da Fundação Champalimaud e, em conjunto com a sua equipa, descobriu que o movimento é gerado por dois circuitos neurais diferentes.


Uma descoberta que veio a contrariar o que se dizia acerca do movimento, tendo subjacente a esperança de novos avanços no campo do tratamento de patologias como a doença de Parkinson.  A investigação está a decorrer e, em entrevista ao Vital Health, o neurocientista disse quais vão ser os novos passos, por sinal árduos e tecnicamente difíceis.

Vital Health | Qual é, em concreto, o contributo desta descoberta para o tratamento de doenças neurológicas como a de Parkinson?

Rui Costa | Pensava-se que na doença de Parkinson a atividade do circuito indireto estava aumentada e que era isso que causava a dificuldade de iniciação do movimento. Nós descobrimos que a iniciação do movimento é acompanhada por atividade em ambos os circuitos, o direto e indireto. Isto indica que formas terapêuticas que ativem ambos os circuitos de forma coordenada podem ser importantes no tratamento da doença.

Vital Health | Quais vão ser os próximos passos da pesquisa?

RC | Os próximos passos serão mapear exatamente o que estes circuitos estão a fazer durante o movimento e o que acontece a estes circuitos durante doenças como Parkinson, por exemplo.

Vital Health | Quais as expectativas em relação a esses passos?

RC | Será um trabalho muito árduo e tecnicamente difícil, que implica técnicas de monitorização e manipulação da atividade de neurónios específicos no cérebro.

Vital Health | Qual o tipo de apoio, para além a Fundação Champalimaud?

RC | Tenho apoio da FCT, do European Research Council e do Howard Hughes Medical Institute.

Vital Health | O que motivou a escolha desta área de investigação?

RC| Acho que perceber porque fazemos o que fazemos, como fazemos, como decidimos o que fazemos é um dos desafios mais importantes no estudo do cérebro. Acho que percebermos o que controla o nosso comportamento é maravilhoso.

Vital Health | Em 2012 recebeu o prémio da Sociedade Americana de Neurociência. O que representou para si e em que projetos está a aplicar o valor pecuniário do prémio?

RC | Foi muito importante ter o reconhecimento de uma Sociedade Americana, mesmo trabalhando em Portugal. É também uma grande responsabilidade, pois este prémio foi dado a grandes cientistas em neurociência.

Fonte: Vital Health

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