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Entrevista
Mais controlo para melhor qualidade de vida
Por: Pedro Carreiro Martins, assistente graduado de Imunoalergologia do Hospital Dona Estefânia – CHLC, professor Auxiliar da Nova Medical School, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC)
Mais controlo para melhor qualidade de vida

É praticamente unânime: os maiores desafios que se colocam aos profissionais de Saúde no que diz respeito à asma são melhorar significativamente o diagnóstico e o controlo da doença. Em entrevista ao Jornal de Saúde Pública, o vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) afirma que quase metade dos asmáticos portugueses não tem a doença controlada. Melhorar a adesão ao tratamento é outro grande desafio, até para melhorar a qualidade de vida de quem vive com asma.

 

Jornal de Saúde Pública (JSP) | Como é que a asma afeta a qualidade de vida dos doentes?

Pedro Carreiro Martins (PCM) | Se a asma não estiver controlada, os doentes tendem a apresentar pior qualidade de vida, designadamente limitações da atividade física, de atividades da vida diária e de sociabilização.

 

JSP | Como se podem minimizar os impactos e controlar a doença – quais os cuidados a ter?

PCM | De forma a minimizar o impacto da asma, há necessidade de melhorar o controlo da doença, cumprindo o plano terapêutico prescrito pelo médico, utilizando medicação preventiva adequada. Os doentes com asma não controlada apresentam um maior risco de agudizações, deslocações ao serviço de urgência, internamentos, absentismo escolar e laboral, e inclusivamente de morte. Os corticoides inalados em monoterapia ou em associação com broncodilatadores de longa ação são atualmente o tratamento de primeira linha para controlar a asma.

 

JSP | Quais os maiores desafios para os profissionais de saúde que acompanham estes doentes?

PCM | Os maiores desafios são melhorar significativamente o diagnóstico e o controlo da asma. Quase metade dos asmáticos portugueses não tem a doença controlada. A larga maioria das pessoas com asma não controlada (9 em cada 10 doentes), tem uma perceção incorreta da doença, convive diariamente com as suas limitações, acha normal ter sintomas, e, por esse motivo, entende que não necessita de fazer medicação. Melhorar a adesão ao tratamento é um outro grande desafio.

 

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