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Entrevista
Controlar a asma: um passo essencial para uma melhor qualidade de vida
Por: Filipa Todo Bom, coordenadora da Comissão de Trabalho da Asma da Sociedade Portuguesa de Pediatria
Controlar a asma: um passo essencial para uma melhor qualidade de vida

Sendo uma das mais comuns doenças crónicas a nível mundial, a asma é, ainda, uma doença subdiagnosticada. Mesmo não tendo cura, pode ser controlada e os doentes podem ter uma boa qualidade de vida. A coordenadora da Comissão de Trabalho da Asma da Sociedade Portuguesa de Pediatria afirma que, com a terapêutica adequada, o doente com asma pode passar longos períodos sem qualquer sintoma.

 

Jornal de Saúde Pública (JSP) | Como é o panorama geral da asma em Portugal?

Filipa Todo Bom (FTB) | A asma é uma das doenças crónicas mais comuns a nível mundial e a mais comum na idade pediátrica, afetando aproximadamente 300 milhões de pessoas em todo o mundo. Em Portugal, de acordo com o I Inquérito Nacional sobre Asma, estima-se que a prevalência seja de 10,5%, o que corresponde a mais de 1 milhão de asmáticos, e destes 72,8% tiveram a sua primeira exacerbação antes dos 18 anos de idade. Também neste estudo, se identificou a rinite como comorbilidade muito frequente, com uma prevalência estimada de 22,1%, e associada a um pior prognóstico. Relativamente ao controlo da asma, verificou-se que 43% dos doentes não têm a sua asma controlada. Um dado que sobressai no Inquérito Nacional de Controlo de Asma, é a deficiente perceção que a maioria dos asmáticos tem sobre o estado de controlo da sua doença, com 88% dos asmáticos não controlados a considerarem que tinham a doença controlada. O mau controlo da asma está associado a uma pior qualidade de vida, com elevados custos pessoais e sociais, que incluem utilização frequente da terapêutica de alívio, recurso frequente aos serviços de urgência e consultas não programadas, e absentismo escolar e laboral.

 

JSP | Julga que esta é uma doença subdiagnosticada?FTB | Julga que esta é uma doença subdiagnosticada?

FTB | O relatório da Direção Geral de Saúde – Doenças Respiratórias em Números de 2015, mostrou que, em 2014, estavam inscritos nos centros de saúde portugueses apenas 221.974 utentes com o diagnóstico de asma. Sendo um número claramente inferior à prevalência estimada de asma na população portuguesa, vem confirmar que esta ainda continua a ser uma doença subdiagnosticada.

 

JSP | Dicas e conselhos para uma vida com mais qualidade.

FTB | Como qualquer outra doença crónica, a asma não tem cura. Contudo, é possível controlar a asma e, assim, melhorar a qualidade de vida do doente. Com a terapêutica adequada, o doente com asma pode passar longos períodos sem qualquer sintoma. O primeiro conselho para o doente asmático é a necessidade de cumprir a terapêutica de manutenção prescrita pelo médico assistente e fazê-lo de uma forma correta. Esta terapêutica é, na maioria dos casos, administrada por via inalada, pelo que é essencial saber utilizar corretamente estes dispositivos para manter a doença controlada. Os inaladores são geralmente bem tolerados e sem riscos, pelo que os doentes não devem ter receio de cumprir a prescrição. A asma é muitas vezes desencadeada pelo exercício físico, estimando-se que cerca de 90% dos asmáticos tenham sintomas com o esforço. No entanto, ter asma não deve ser um impedimento para uma vida ativa, e isso inclui a prática de desporto, quer de lazer, quer de alta competição. Aconselha-se, para além da medicação correta, um período de aquecimento adequado antes de iniciar a atividade física, assim como exercícios de relaxamento no final. É também essencial manter uma boa hidratação e, sempre que possível, tentar respirar pelo nariz e não pela boca, de modo a aquecer o ar que entra nos pulmões. Também devem ser evitados dias com elevadas concentrações de alergénios no ar ou elevados níveis de poluição. Outro conselho a dar ao doente asmático é a importância da cessação tabágica. O tabagismo (materno durante a gravidez, parental durante a infância e ativo pelos adolescentes ou adultos jovens) aumenta a probabilidade de ter asma, podendo diminuir a resposta à terapêutica.

 

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