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Entrevista
Antibióticos não interferem na eficácia dos contracetivos
sexta-feira, 17 maio 2013 10:40
Por: Maria do Céu Almeida, médica especialista de Ginecologia/Obstetrícia e diretora do Serviço de Obstetrícia da Maternidade Bissaya Barreto
Antibióticos não interferem na eficácia dos contracetivos

artigo 110024 308c5"Existem falsos conceitos em relação às interações medicamentosas, quer a nível da população, quer dos profissionais de saúde." O alerta é dado por Maria do Céu Almeida, médica especialista de Ginecologia/Obstetrícia e diretora do Serviço de Obstetrícia da Maternidade Bissaya Barreto.

 


O mito mais comum está relacionado com a toma dos antibióticos. Todavia, refere, "não há evidência científica sobre a interferência dos antibióticos que vulgarmente são prescritos nas infeções não complicadas na eficácia dos contracetivos hormonais combinados orais, transdérmico ou vaginal".

 


Segundo a especialista, o problema do uso de antibióticos relaciona-se com o facto de a mulher poder ter mais esquecimento durante uma doença e/ou por estes poderem induzir vómitos, diarreia e alterações da flora intestinal que modificam a absorção e, assim, a eficácia do contracetivo.


Do ponto de vista prático, "é prudente que durante a toma de alguns antibióticos o médico recomende o uso de preservativo no tempo de toma e nos sete dias a seguir e o uso de contraceção de emergência se RS desprotegidas".
É controversa também a alteração da eficácia do contracetivo por alteração da absorção a nível intestinal provocada pelo antibiótico, bem como a autossuspensão (ou indicação médica de suspensão) da contraceção por interferência desta na eficácia de outros medicamentos.


De acordo com Maria do Céu Almeida, as interações medicamentosas apenas existem para a contraceção hormonal e com medicamentos que são indutores enzimáticos, tais como antirretrovíricos (ritonavir), anticonvulsivantes (fenitoína, carbazepina, barbitúricos, primidona, topiramato, oxcarbazepina), o antibiótico rifampicina e chá de Hypericum perforatum.

 

Cuidados a ter na prescrição
"Em qualquer aconselhamento contracetivo, deve-se ter em conta os antecedentes pessoais, nomeadamente em relação a doenças e medicamentos em curso, para que a decisão do método deva ser a mais adequada, segura e eficaz", alerta Maria do Céu Almeida.


Segundo a médica, existem poucos medicamentos que interferem com os contracetivos hormonais e, nestes casos, as mulheres devem ser alertadas para o uso adicional de outro método contracetivo.


"Há situações bem definidas de interação medicamentosa que estão claramente definidas no Consenso Nacional de Contraceção e nos Critérios de elegibilidade da OMS", indica.

 

Texto publicado na Women's Medicine, N.º 1, abril 2013

 

 

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