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Entrevista
Prevenção com cooperação
sexta-feira, 24 maio 2013 17:33
Por: Quitéria Rato, membro da direção da Sociedade Portuguesa de Cardiologia
Prevenção com cooperação

-NC44 7f743"A saúde é uma responsabilidade de todos e não só dos médicos. Os profissionais ajudam, orientam, tiram dúvidas e medicam quando necessário", referiu em entrevista ao Vital Health Quitéria Rato, membro da direção da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, organizadora da 3.ª edição do "7 Dias do Coração", diretora clínica do Centro Hospitalar de Setúbal. Para a cardiologista a prevenção deve ser tida em consideração e tanto melhor se houver cooperação entre os profissionais da saúde, as pessoas e diversas entidades. Eis um dos objetivos do "7 Dias do Coração".

 

 

 

O Vital Health esteve no último dia desta iniciativa dirigida a todos os interessados e realizada pelo Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar de Setúbal com a colaboração do Grupo de Estudo de Fisiopatologia do Esforço e Reabilitação Cardíaca da Sociedade Portuguesa de Cardiologia e com o apoio da Câmara Municipal de Setúbal.

 

Vital Health | No âmbito do "Mês do Coração" decorreu a 3ª edição do "7 Dias do Coração" em Setúbal. Qual o objetivo desta iniciativa?
Quitéria Rato | Foi realizada devido à cooperação entre o Centro Hospitalar de Setúbal, a Sociedade Portuguesa de Cardiologia e a Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa. Esta cooperação surge numa época difícil, sendo por isso uma mais-valia para a população em termos de saúde.
Uma das obrigações da classe médica passa por transmitir conhecimentos fidedignos à população. A saúde é uma responsabilidade de todos e não só dos médicos. Os profissionais ajudam, orientam, tiram dúvidas e medicam quando necessário. Prevenção, acima de tudo, e melhor se todos cooperarmos: comunidade, pessoas, câmara, sociedades científicas, faculdades e organizações de doentes.

 

Vital Health | Pretendem oferecer à população um conjunto de serviços de saúde?
QR | Sim e é importante que as pessoas saibam que podem contar com o apoio do Centro Hospitalar. Foi também fundamental o apoio da Câmara Municipal, da Cruz Vermelha e de todos os profissionais envolvidos. Assim, também há a certeza que se trata de uma informação fidedigna.

 

Vital Health | O que oferecem à população?
QR | Nesta ação podem calcular o índice de massa corporal e obter informação sobre a obesidade abdominal enquanto fator de risco. Também podem fazer a medição da glicemia e do colesterol. E como o envelhecimento da população é uma preocupação, fazemos eletrocardiograma a todos os indivíduos acima dos 40 anos, no sentido de despistar a fibrilhação auricular.

 

Vital Health | Qual o perigo da fibrilação auricular?
QR | É um fator de risco importante para o acidente vascular cerebral (AVC) e se não for devidamente tratado pode ser fatal. Aliás, Portugal e Grécia têm a maior taxa de morte por AVC, sendo a hipertensão arterial um fator de risco, por sua vez provocada pela alimentação menos saudável.

 

Vital Health | Uma das atividades baseou-se numa demonstração de cozinhados saudáveis com a preparação de dois pratos: feijoada de chocos e cavalinha...
QR | Exato. São espécies ricas em ómega 3 e antioxidantes com benefícios para a saúde. Na confeção destes pratos foram usados produtos hortícolas, de forma a substituir o sal. O consumo excessivo deste ingrediente causa hipertensão e é necessário usar outros produtos como as ervas aromáticas, desde o rosmaninho ao manjericão, hortelã e alecrim.

 

Vital Health| Também incidiu na alimentação devido à obesidade?
QR | Sem dúvida. Fico particularmente preocupada com as crianças. A taxa de obesidade é das mais elevadas da Europa, o que é preocupante, na medida em que vamos ter mais diabéticos e cada vez mais jovens. O exercício físico deve igualmente ser promovido, pois os jovens têm uma inatividade física que assusta e que promove a obesidade.

 

Vital Health | Como foi a afluência nesta terceira edição?
QR | Tivemos uma média de 150 pessoas por dia. Chegavam e calmamente faziam o circuito. Também iam trocando opiniões com os profissionais e recebendo os 13 folhetos numa linguagem acessível sobre hipertensão, enfarte, tabagismo, nutrição nos diabéticos, entre outros temas. Vieram mais idosos e àqueles que tinham dificuldades em ler, sugerimos que dessem a informação aos netos, sendo uma forma de também fazer passar a mensagem.

 

Vital Health | O que é que a edição teve de novo em relação às duas anteriores?
QR | Tem havido sempre evolução, sobretudo porque os profissionais de saúde aperceberam-se do interesse da população.

 

Vital Health| As pessoas que fazem os rastreios ficam com a informação?
QR | É-lhes dada uma avaliação global feita por médicos, que devem apresentar ao médico de família. Têm um passaporte que é carimbado e por cada local em que passam.

 

Vital Health| E se for detetado um caso grave?
QR | Por exemplo, recebemos um doente com fibrilação auricular e tivemos de encaminhar para a urgência hospitalar. Também detetamos duas pessoas com colesterol doseado acima de 300 e encaminhamos para consulta específica.

 

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