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Entrevista
“O impacto do diagnóstico de cancro na vida dos doentes” em discussão na Fundação Champalimaud
quarta-feira, 06 novembro 2019 12:21
Por: Vítor Neves, presidente da Europacolon Portugal
“O impacto do diagnóstico de cancro na vida dos doentes” em discussão na Fundação Champalimaud

“O impacto do diagnóstico de cancro na vida dos doentes” foi o tema do painel que inaugurou a sexta edição do Open Day da Unidade de Mama do Centro Clínico da Fundação Champalimaud, que decorreu no dia 25 de outubro, em Lisboa. Vítor Neves, presidente da Europacolon Portugal, congratulou-se pelo aumento da longevidade e do número crescente de sobreviventes. Contudo, considerou que Portugal tem ainda muito a fazer para os acolher devidamente.

 

“Nós temos cera de 50 mil novos doentes todos os anos, a longevidade está a crescer, a sobrevivência também, devido à maior eficácia dos medicamentos e, por isso, é preciso que o país pense como vai acolher os sobreviventes. Não há unidades de cuidados continuados, não há apoio no acesso ao trabalho… Esta é uma necessidade que estamos todos a esquecer e a protelar, mas vai ser uma necessidade que vai modificar o estado social do nosso país qualquer dia. E devemos ter isso em conta”, considerou Vítor Neves, presidente da Europacolon Portugal.

Moderado pela jornalista da SIC Notícias, Sara Pinto, o Open Day teve a particularidade de este ano ser realizado em parceria com o projeto editorial da SIC Notícias e do jornal Expresso “Tenho Cancro. E depois?”.

Sandra Lucas, uma doente jovem com cancro de mama, que integra esse projeto desde o início, partilhou a sua experiência, explicando que tratar a doença se sobrepõe a qualquer outra necessidade, seja ela de carreira ou de preservação de fertilidade. “No início, quando somos confrontados com a doença só pensamos em tratar o cancro e o nosso foco essencial é esse. E queremos tratá-lo o mais depressa possível”, destacou a oradora. Quanto à questão profissional teve a sorte de não sentir qualquer discriminação, lamentando apenas “não poder trabalhar em contínuo”.

Tiago Pinto da Costa, patient advocate, responsável do grupo dos Barnabés Sul, que também sofreu uma leucemia em bebé, vive atualmente dedicado ao aconselhamento aos mais novos, é também voluntário na Pediatria do Instituo Português de Oncologia de Lisboa, e tem a noção bem real do impacto que a frase “o seu filho tem cancro” pode provocar nas famílias.

São várias as dificuldades pelas quais os jovens passam, nomeadamente no acesso aos seguros de vida, por se tornarem muito caros. “Não é só o cabelo crescer e prosseguir com a vida. Existem uma série de burocracias que estes têm de enfrentar”, lamentou o preletor, garantindo que “há países onde estas questões já foram ultrapassadas”.

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