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Entrevista
“É necessário trabalharmos para a integração das pessoas com autismo na sociedade"

“É necessário trabalharmos para a integração das pessoas com autismo na sociedade"

Por: Fernando Campilho

terça-feira, 05 abril 2022 09:51

“Atualmente, estima-se que pelo menos 1 % das pessoas tem autismo.” Quem afirma é Fernando Campilho, presidente da Federação Portuguesa de Autismo (FPDA), em entrevista à Vital Health, no âmbito do Dia Mundial da Consciencialização do Autismo, assinalado a 2 de abril.

Fernando Campilho afirma que “sendo todas as crianças diferentes, só após uma avaliação por uma equipa multidisciplinar, é possível efetuar o diagnóstico de autismo”; estas equipas integram especialistas de áreas como a Pedopsiquiatria, Pediatrias do desenvolvimento, Psicólogos, Terapeutas da Fala e da Psicomotricidade.
Numa fase inicial, “as crianças com autismo apresentam alterações no seu desenvolvimento”, sendo este o primeiro alerta para os pais recorrerem ao médico de família ou ao pediatra devendo, posteriormente, serem referenciadas para uma Consulta de Desenvolvimento ou de Pedopsiquiatria.
Cerca de 1 % das pessoas tem autismo, refere o presidente da FPDA, mas tem-se verificado um aumento gradual desta incidência. No entanto, no sexo masculino, a incidência é maior, mas no feminino há uma tendência para um subdiagnóstico.
Quanto mais precoce e adequada às necessidades seja a intervenção, mais eficaz será. Fernando Campilho salienta ainda o papel da família, “que tem de ser sensibilizada e envolvida para o maior o sucesso da intervenção”. O diagnóstico precoce “pode significar um futuro diferente para a criança quando atingir idade adulta, permitindo-lhe uma maior autonomia”, afirma, explicando que “é preciso obter respostas adequadas para cada grupo etário”, assim como garantir oportunidades adequadas a cada um.
Explicando o papel da FPDA, o presidente do CE da FPDA afirma que a federação “funciona como uma retaguarda das diferentes associações federadas em todo o País”, tendo ações formativas e campanhas de sensibilização, que espelham também os objetivos da Autism-Europe, organização internacional que promove os direitos das pessoas com autismo e as suas famílias.
“É necessário trabalharmos para a integração das pessoas com autismo na sociedade”, alerta Fernando Campilho, salientando que a “palavra autismo tem sido frequentemente utilizada inapropriadamente e de forma abusiva nos meios de comunicação social e também por políticos.”

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