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Clínica com método inovador promove ação de rastreio e prevenção de quedas
segunda-feira, 10 julho 2017 10:54
A clínica Physio Mondego, situada no centro histórico de Coimbra, vai, durante o dia de hoje, 10 de julho, abrir as portas à população com mais de 65 anos para uma ação de rastreio e prevenção de quedas. A população mais velha pode, desta forma, avaliar a força, equilíbrio e o risco de queda, assim como, dispor gratuitamente de um programa de exercícios para treino de equilíbrio e força.

 

Esta é a primeira clínica de fisioterapia a aplicar uma tecnologia inovadora desenvolvida pelo projeto Fallsensing da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra (ESTeSC). Iniciado em novembro de 2015, este projeto tem vindo a desenvolver um sistema de rastreio de quedas, com a criação de soluções tecnológicas que auxiliam o rastreio do risco de queda, e o desenvolvimento de planos de prevenção adaptados ao nível de risco da população. A investigadora Anabela Correia Martins esclarece que o projeto permite substituir os instrumentos tradicionais, “pesados e disponíveis apenas em algumas instituições hospitalares ou faculdades” e associar os novos instrumentos a um protocolo de rastreio e avaliação do risco e a uma aplicação informática de registo dos dados. 

 

O objetivo do Fallsensing passa por criar uma base de dados de risco de queda representativa da população portuguesa. Simultaneamente, foi criado um programa de exercícios terapêuticos com recurso a biofeedback, cujo objetivo é contribuir para aumentar a motivação dos participantes nos programas, além de fornecer informação mais detalhada sobre a postura e os movimentos realizados durante os exercícios, supervisionados sempre por um fisioterapeuta. 

 

Na origem deste projeto da ESTeSC está o crescente envelhecimento da população a nível global e particularmente em Portugal. Em 2014, 33% dos habitantes portugueses tinham mais de 55 anos enquanto os indivíduos com mais de 80 anos representavam 5,7% da população total. De acordo com Anabela Correia Martins, as quedas “são um problema muito grave de saúde pública e têm um impacto estrondoso”, explicando que “são a causa de metade das hospitalizações na população idosa”. A investigadora acrescenta ainda que as quedas “são consideradas uma das principais causas de institucionalização e perda de independência e funcionalidade”.

 

É precisamente para prevenir estas situações que o programa Fallsensing pretende atuar. A docente defende que o risco de queda pode ser reduzido “através do rastreio precoce e da prática monitorizada de exercício físico que melhore a força e o equilíbrio”, de “boas práticas para um envelhecimento ativo e saudável e um investimento sério em medidas de prevenção”.

 

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