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Iniciativas
"Conhece os sintomas do cancro do intestino": campanha realiza rastreios gratuitos em abril
50% da população portuguesa não conhece os sintomas do cancro colorretal, doença que, quando detetada na fase inicial, tem uma taxa de cura na ordem dos 90%. Com o objetivo de combater a patologia, a campanha "Conhece os sintomas do cancro do intestino", das Farmácias Holon e da Europacolon Portugal, disponibiliza rastreios gratuitos de pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSOF) durante o mês de abril.

 

A iniciativa decorre em 97 farmácias Holon unidas pela prevenção e tem em conta alguns critérios de inclusão. Os participantes terão de ter entre 50 e 74 anos, sem ligações hereditárias de primeiro grau a doentes de cancro colorretal e sem história pessoal anterior de cancro. Para além disso, os rastreios gratuitos encontram-se disponíveis a quem não realizou PSOF no último ano ou colonoscopia nos últimos cinco anos e sem diagnóstico prévio de pólipos colorretais ou doença inflamatórias do intestino (doença de Crohn ou colite ulcerosa).

 

Em comunicado, Vítor Neves, presidente da Associação de Apoio ao Doente com Cancro Digestivo (Europacolon Portugal), explica a importância deste rastreio, que "traz significativos ganhos em Saúde para o doente e pode evitar a doença em estados mais avançados ou tornar a intervenção terapêutica mais eficaz”.

 

Já Mariana Rosa, farmacêutica das Farmácias Holon e coordenadora deste projeto a nível nacional, explica que o método de rastreio utilizado na campanha "permite identificar pequenas quantidades de sangue nas fezes, que podem ser consequência da presença de um tumor ou de pólipos no intestino" e refere que "em caso positivo, os farmacêuticos fazem o encaminhamento imediato para o médico, que decidirá quais os exames complementares de diagnóstico mais adequados, sendo que, normalmente, é recomendada a realização de uma colonoscopia".

 

De acordo com o Programa Nacional para as Doenças Oncológicas da Direção-Geral da Saúde (DGS), o rastreio do cancro colorretal, através da PSOF, constitui uma necessidade a nível nacional e europeu, pela morbilidade e mortalidade associada a estas neoplasias. Estes programas de rastreio têm revelado um impacto significativo na redução da incidência do cancro colorretal, permitindo diminuir a sua mortalidade em aproximadamente 16%.

 

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