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Morte súbita: escolas devem dinamizar ensino do suporte básico de vida, defendem especialistas
segunda-feira, 25 junho 2018 10:55
Em Portugal, verificam-se 27 casos de morte súbita por dia, representando 20% do total de todas as causas de morte. No mês em que se comemora o Dia Mundial da Criança, a Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) vem reforçar o papel interventivo que os mais novos podem ter na sociedade, que a SPC considera, na sua maioria, não estar apta a aplicar manobras de reanimação cardíaca.

 

Num comunicado divulgado à comunicação social, a SPC refere que em mais de metade dos casos de morte súbita fora do contexto hospitalar não são aplicadas as manobras de suporte básico de vida (SBV) até à chegada dos paramédicos.

 

A Sociedade considera que esta situação tem de ser alterada, passando, nomeadamente, pela promoção da "formação dos mais novos, junto das escolas, que devem dinamizar o ensino eficiente do SBV”.

 

De acordo com a SPC, a morte súbita assume, nos dias de hoje, uma carga bastante pesada para a Cardiologia nacional, tendo mesmo sido considerada uma das prioridades desta área médica no nosso país.

 

Por ano ocorrem aproximadamente 12 mil casos de paragem cardiorrespiratória em que são aplicadas as manobras de SBV. No entanto, em apenas 681 destes casos as pessoas chegaram com vida ao hospital.

 

Nos últimos anos têm sido cada vez mais comuns os episódios de morte súbita entre a população portuguesa, devido à preponderância dos fatores de risco, com impacto numa maior prevalência das doenças cardiovasculares. No entanto, a morte súbita pode surgir em pessoas aparentemente saudáveis e sem fatores de risco, não escolhe idades, e pode suceder em crianças e jovens em idade escolar. A morte súbita surge, inclusive, entre as primeiras três causas de morte em jovens.

 

Neste sentido, a SPC frisa a importância de uma mudança de mentalidade, que se deve refletir nos currículos escolares dos nossos alunos. Neste sentido, a Sociedade considera ser de uma maior importância que se enraíze uma cultura de socorro nos mais jovens, que poderá depois persistir durante a vida adulta. Quando acontece um episódio de morte súbita, existem apenas uns minutos para se poder agir, pelo que esperar por ajuda externa é, na maioria das vezes, fatal.

 

Numa altura em que, embora raros, continuam a acontecer casos de paragem cardiorrespiratória em escolas e outros estabelecimentos de ensino, é fulcral incutir nos jovens a noção de cidadania através de formação e do ensino de técnicas que podem ajudar a salvar vidas. Segundo dados do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), cerca de 95% dos casos de morte súbita que ocorrem fora do contexto hospitalar, acabam em óbito uma vez que as pessoas não intervêm de imediato, esperando pela chegada de socorro.

 

A SPC ressalva, ainda, que, de acordo com o Conselho Português de Ressuscitação, 40% de todas as mortes antes dos 75 anos estão relacionadas com doença cardiovascular e que, destas, mais de 60% se deve a um episódio de morte súbita por doença coronária.

 

Em comunicado, o presidente da SPC, João Morais, acredita que “há ainda muito a fazer neste âmbito e é importante começar a atuar junto dos mais novos". O cardiologista acrescenta ainda que “as crianças são mais recetivas a este tipo de iniciativas e é importante que se tornem cidadãos responsáveis no futuro”.

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