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Dois milhões de portuguesas sofrem de derrames e varizes
quinta-feira, 09 julho 2020 11:17
“Alerta Doença Venosa” é o mote da nova campanha da Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular (SPACV), que tem como objetivo promover o diagnóstico e tratamento precoce da doença venosa crónica (DVC). A doença venosa é uma patologia crónica e evolutiva, que afeta as veias das pernas que transportam o sangue até ao coração.
 
O objetivo da campanha é aumentar o conhecimento existente sobre a doença junto da população geral e demonstrar a importância de diagnosticar precocemente os doentes com DVC. Quando não é identificada e tratada a tempo, a DVC pode originar diversas complicações que têm um elevado impacto no dia a dia dos doentes.
 
Em Portugal, à semelhança de outros países ocidentais, esta doença tem uma elevada prevalência, atingindo cerca de 35% da população adulta, com maior incidência nas mulheres a partir dos 30 anos, embora também afete os homens (60% F/ 40% M).
 
Segundo Armando Mansilha, presidente da SPACV, “a doença venosa crónica resulta da insuficiência das veias das pernas em consequência de alterações na parede e nas válvulas das mesmas. O sangue tem mais dificuldade em ser transportado de regresso ao coração e acumula-se nas pernas, o que provoca a inflamação venosa. Assim surgem os primeiros sintomas, como a dor, pernas cansadas e pernas pesadas, bem como situações mais graves de varizes, edema (pernas inchadas), alterações da cor da pele ou mesmo úlcera venosa”.
 
“Mesmo nos doentes que ainda não têm varizes visíveis, os sintomas de DVC geram incapacidade para realizar diversas tarefas diárias, tais como as que obrigam a estar em pé ou sentado durante muito tempo, mas também subir escadas ou ajoelhar-se. Acresce-se que, com a evolução da doença, surgem manifestações cutâneas progressivamente mais severas que podem inclusive culminar na úlcera venosa”, acrescenta o responsável.
 
Os principais fatores de risco incluem predisposição familiar, a idade, ser do sexo feminino, a obesidade, e a gravidez, já que provoca alterações hormonais. Outros fatores incluem a falta de exercício físico e o sedentarismo, o consumo de tabaco e a obstipação.
 
A SPACV recomenda que os doentes devem recorrer à ajuda médica sempre que suspeitem que estão perante uma situação de DVC: “O diagnóstico é simples, podendo numa consulta médica de Cirurgia Vascular serem investigados aspetos relacionados com a doença. Segue-se um exame físico, onde se procuram sintomas e sinais da doença, podendo nesta fase ser utilizado um Doppler portátil ou um eco-Doppler colorido, para identificar a presença de refluxo ou potencial oclusão das veias”.
 
Pode também fazer um “Check-up venoso!”  na página da campanha e verificar o risco de sofrer de DVC. Depois de preenchido, deve aconselhar-se com o seu médico de família.
 

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