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Opinião
Sexualidade e gravidez
quarta-feira, 09 outubro 2013 10:19
Por: Cláudia Marina da Silva Guerreiro, enfermeira especialista em Saúde Materna, Ginecologia e Obstetrícia na UCC Seixal
Sexualidade e gravidez

Sexualidade e gravidezO termo afeto refere-se ao vínculo emocional que liga um ser humano a outro ser humano. Falar de afetos é falar da relação e esta implica uma troca, em que se dá e se recebe, e envolve modificações nos intervenientes do processo relacional. Nas relações, a partilha que se estabelece permite também a construção da nossa entidade, refletindo-se na vivência de uma sexualidade saudável.

A gravidez é um período de adaptações sexuais, sendo esta uma temática deveras importante. Na maioria das vezes, a sexualidade não é abordada pelo casal nas consultas e, frequentemente, não existe, por parte do profissional de saúde, disponibilidade para abordar esta temática. É, pois, imprescindível que em momentos de partilha, como jornadas, em que se encontram vários profissionais com diferentes realidades na área da parentalidade, este seja um tema tratado com a importância que lhe é devida.

Segundo um estudo efetuado por Irene Soares no Centro de Saúde do Seixal, em 2007, em 83,9%, das consultas de gravidez realizadas (numa amostra de 144 consultas), a temática da sexualidade não foi abordada. Resulta deste estudo que os profissionais necessitam de formação na área da sexualidade que lhes possa permitir uma maior segurança na abordagem desta temática com o casal grávido.

A sexualidade na gravidez deve imperativamente ser abordada junto do casal grávido, permitindo assim o desmistificar de falsas crenças. Deve-se abordar as contraindicações quando estas existem, as quais podem limitar a sexualidade na gravidez. É importante incentivar a comunicação no casal e apelar à sua criatividade, fatores que potenciam uma maior partilha entre o casal.

É fundamental que esta temática seja abordada logo na consulta pré-concecional, no decorrer da vigilância da gravidez, na preparação para o nascimento, o que permite ao técnico de saúde refletir sobre o assunto em grupo e na consulta de puerpério, dando ênfase à presença do bebé.
São oportunidades únicas para efetuar uma abordagem assertiva sobre a sexualidade e as dificuldades que podem surgir numa etapa tão importante da vida.

Cláudia Marina da Silva Guerreiro, enfermeira especialista em Saúde Materna, Ginecologia e Obstetrícia na UCC Seixal
Texto original publicado no Jornal Médico, N.º 7, outubro 2013

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