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Opinião
Malnutrição e desidratação são consequência da disfagia
segunda-feira, 28 janeiro 2013 10:47
Por: Célia Lopes, dietista, regulatory affairs nutricia advanced medical nutrition
Malnutrição e desidratação são consequência da disfagia

opiniao nutricia artigo"Os suplementos nutricionais orais em complemento da alimentação habitual, contribuem para a melhoria do estado nutricional e reduzem a incidência de fatores de risco associados à malnutrição". Uma afirmação de Célia Lopes, dietista e regulatory affairs Nutricia Advanced Medical Nutrition, patente no artigo de opinião em que aborda a disfagia – a dificuldade em deglutir os alimentos desde a boca até ao esófago que está na origem de muitos casos de malnutrição.

 

A disfagia, definida como dificuldade em deglutir os alimentos desde a boca até ao esófago, é um sintoma associado a doenças neurológicas (acidente vascular cerebral, doença de Parkinson, demência, entre outras), doenças degenerativas, doença oncológica de cabeça e pescoço, e ao próprio envelhecimento do trato digestivo. 35 a 50% dos pacientes (5.6 a 8 milhões) apresentam disfagia após um episódio de acidente vascular cerebral.

A disfagia pode ser um estado reversível. No caso de estar associada a acidente vascular cerebral, apresenta 90% de reversibilidade e duração média de 2 a 6 semanas. No entanto, em muitos pacientes pode persistir durante anos, mesmo com terapêutica adequada.

A severidade da disfagia varia desde a presença de dificuldade moderada em deglutir os alimentos até à impossibilidade de os ingerir por via oral.

A malnutrição e a desidratação são as consequências principais da disfagia, seguindo-se pelo aumento do risco de aspiração. A malnutrição, pela diminuição da ingestão alimentar, diminui a força dos músculos envolvidos no processo de deglutição, sendo que a desidratação, pela diminuição do aporte hídrico, diminui a produção de saliva e aumenta a secura da mucosa oral. Estima-se que a malnutrição esteja presente em 48% dos pacientes com disfagia e que 75% estejam desidratados.

A pneumonia de aspiração ocorre em 50% dos pacientes disfágicos, sendo a causa mais comum de morte no paciente disfágico (50% de taxa de mortalidade associada). Estima-se que 5 a 15% dos casos de pneumonia adquirida na comunidade tenham origem em episódios de aspiração.

Todos estes fatores de risco, afetam significativamente a qualidade de vida do paciente e aumentam a morbilidade e mortalidade, assim como o período de internamento, entre outros.

A terapêutica nutricional, em coordenação com o treino de deglutição, caracteriza-se pela adequação do plano alimentar à consistência tolerada pelo paciente, e pela monitorização frequente. Depende da etiologia da disfagia e da severidade, e tem como objetivo primário permitir a ingestão segura dos alimentos, assim como assegurar que as necessidades nutricionais são atingidas pela ingestão alimentar.

A terapêutica nutricional varia entre alimentos sob a sua forma natural, alimentos sob a forma pastosa, alimentos sob a forma líquida espessada com diferentes consistências, até à administração por sonda (nos casos de disfagia severa).

Os suplementos nutricionais orais em complemento da alimentação habitual, contribuem para a melhoria do estado nutricional e reduzem a incidência de fatores de risco associados à malnutrição. Os suplementos nutricionais orais específicos para o paciente com disfagia, tais como suplementos hipercalóricos e/ou hiperproteicos, água gelificada, e espessantes alimentares (fórmula industrial), deverão ter em comum a propriedade de resistência à amilase salivar, de forma a garantir a consistência adequada dos alimentos desde a boca até ao estômago.

No caso do paciente com disfagia a líquidos é essencial espessar os alimentos fornecidos sob a forma líquida. A modificação da consistência dos alimentos realiza-se por meio de espessantes alimentares industrializados. O aporte hídrico, neste paciente, poderá ser realizado por meio de águas gelificadas, que garantem a satisfação das necessidades hídricas do paciente, uma vez que são constituídas por 98% de água.

A adequação da consistência da alimentação, com recurso a soluções industriais disponíveis no mercado, e tendo sempre em atenção as suas preferências alimentares, é a chave para uma terapêutica nutricional eficaz.

Célia Lopes
Dietista, Regulatory Affairs Nutricia Advanced Medical Nutrition

Fonte: Vital Health

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