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Opinião
Cancro do intestino: o rastreio pode salvar a sua vida!
terça-feira, 01 março 2016 11:59
Por: Mariana Rosa, farmacêutica
Cancro do intestino: o rastreio pode salvar a sua vida!

Março marca no calendário o Mês Europeu de Luta Contra o Cancro do Intestino. Pelo 3.º ano consecutivo as Farmácias Holon, em parceria com a Europacolon, Associação de Apoio ao Doente com Cancro Digestivo, realizam rastreios gratuitos à população.

 

O cancro do intestino ou cancro colorretal é um dos tipos de cancro mais comum nos homens e nas mulheres. Em Portugal morrem 11 pessoas por dia, cerca de três mil pessoas por ano!

Esta doença surge maioritariamente a partir dos 50 anos, mas pode ocorrer em pessoas mais jovens. A maioria dos casos de cancro do cólon e reto desenvolvem-se a partir de lesões benignas (pólipos) presentes no intestino grosso que evoluem gradualmente e sem sintomas.

O rastreio levado a cabo pelas Farmácias Holon e pela Europacolon, com o apoio da Medicil, decorre a nível nacional e tem como principal objetivo fazer a deteção precoce do cancro do intestino, através da pesquisa de sangue oculto nas fezes.

Por outro lado, é uma ação muito importante para promover a prevenção, a sensibilização e o conhecimento desta patologia junto das pessoas.

O cancro colorretal, se detetado a tempo, tem cura em 90% dos casos e o diagnóstico precoce pode mesmo evitar a doença. Os rastreios permitem ganhos de saúde altamente substantivos, uma vez que permitem identificar a doença numa fase muito precoce, encaminhando a pessoa de imediato para a colonoscopia, que se pretende que seja realizada no hospital no prazo de 30 dias, seguida de respetivo tratamento.

Apesar do cancro colorretal não apresentar sintomas específicos, existem alguns fatores que podem indicar que a doença se está a desenvolver no organismo, devendo a pessoa estar atenta e esclarecer de imediato todas as dúvidas com o seu farmacêutico ou o médico de família.

Alteração persistente dos hábitos intestinais, com o aparecimento de prisão de ventre ou diarreia (ou uma alternância das duas), sem razão aparente e/ou fezes muito escuras; perda de sangue pelo reto/ânus ou misturado nas fezes sem irritação, dor ou prurido; sensação de que o intestino não esvazia completamente; dor forte ou desconforto abdominal, sem explicação aparente; cansaço; perda de peso inexplicável, náuseas e vómitos, podem ser sinais de cancro no intestino e que por isso não devem ser desvalorizados.

Existem ainda vários fatores de risco que podem despontar o desenvolvimento da patologia. O histórico familiar do doente, antecedentes clínicos, doenças inflamatórias no intestino e, principalmente, a dieta e estilo de vida devem ser considerados.

Estudos clínicos provam que a obesidade está diretamente relacionada com o cancro colorretal. Uma vida sedentária e uma dieta baixa em fibras e elevada em gorduras, aumenta o risco de desenvolver cancro colorretal.

Pequenas alterações na alimentação e estilo de vida podem ajudar a prevenir a doença. Optar por uma dieta equilibrada, rica em fibra e incluir fruta fresca e vegetais (5 doses diárias, o que equivale aproximadamente a um consumo de 400gr/dia); evitar o consumo de calorias em excesso, em especial de gordura animal; a ingestão de líquidos, sobretudo a água; fazer exercício físico regularmente e diariamente, são ajudas importantes e essenciais na prevenção primária do cancro colorretal.

As fases iniciais do cancro não causam dor e a progressão da doença é silenciosa, por isso todas as pessoas, a partir dos 50 anos, mesmo sem qualquer sintoma e que se sintam saudáveis, devem fazer o rastreio.

A prevenção ou a deteção precoce podem mesmo salvar uma vida!

Dr.ª Mariana Rosa
Farmacêutica

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