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Opinião
A diabetes: doença e mitos
quinta-feira, 07 abril 2016 10:07
Por: Inês Ribeiro, farmacêutica
A diabetes: doença e mitos

A diabetes é considerada a doença da sociedade moderna, pela ausência de atividade física, aumento de stress e alimentação descuidada.

 

É uma doença crónica marcada pela ausência de insulina ou pela resistência do organismo à ação da mesma, refletindo-se na incapacidade de utilização da nossa principal fonte de energia - a glucose (açúcar).

Quando a produção de insulina é deficiente e/ou há resistência à ação da mesma, a glucose não entra nas células acumulando-se no sangue (glicémia). Os níveis constantemente elevados de glicémia dão originam à diabetes.

Existem vários tipos de diabetes, sendo os principais a diabetes tipo 1, tipo 2 e gestacional.

Diabetes tipo 1
  • Ausência de produção de insulina pelo pâncreas
  • Manifestação na infância e adolescência
  • Indivíduos magros
  • Terapêutica única: insulina
  • Sintomatologia repentina
Diabetes tipo 2
  • Produção reduzida de insulina e/ou resistência à mesma
  • Indivíduos adultos
  • Obesidade
  • Terapêutica: adoção de estilo de vida saudável, fármacos e pode ser necessário insulina
Diabetes gestacional
  • Pode surgir nas últimas fases da gravidez e geralmente desaparece depois do nascimento do bebé
  • Mulheres com este tipo têm maior propensão para desenvolverem diabetes tipo 2 mais tarde
Sintomas
Num indivíduo saudável os valores de referência da glucose no sangue situam-se, em jejum, entre 70mg/dL e 100mg/dL. Quando 2h depois da refeição, estes valores situam-se entre 70mg/dL e 140mg/dL.

Quando o valor de glicémia é demasiado elevado há uma série de sintomas característicos, tais como:
  • Polidipsia (sede intensa);
  • Poliúria (elevada vontade de urinar);
  • Polifagia (fome)
  • Cansaço;
  • Dores de cabeça;
  • Visão turva;
  • Boca seca;
  • Comichão na zona genital.
Risco e prevenção
Apesar da evolução dos tratamentos para combater uma doença que afeta todo o organismo e do aumento da informação e iniciativas de sensibilização, a diabetes continua a ser uma causa importante de morbidade e mortalidade por diversas complicações, tais como:
  • Predisposição para infeções fúngicas e bacterianas;
  • Nefropatia (lesões renais);
  • Retinopatia (lesões oculares);
  • Neuropatia periférica (lesões nos membros inferiores: pés)
  • Doença cardíaca e enfarte.
A característica fatal da diabetes reside no facto de ser uma doença silenciosa, pelo que se a pessoa não fizer exames médicos pode descobrir mais tarde, já numa fase bastante avançada.

Existem fatores de risco a ter em conta como a obesidade, ingestão de açúcar e gordura em excesso, sedentarismo, história familiar, idade ou o stress.

A diabetes não tem cura, mas é possível controlar e viver com qualidade. Controlar significa prevenir as suas complicações, adotar uma vida mais saudável, com uma alimentação mais equilibrada, fazer exercício físico, monitorizar a doença (medição da glicémia) e tomar os medicamentos corretos, à hora correta, sempre, quando receitados pelo médico.

Mitos
  • O consumo excessivo de doces é a causa da diabetes. Falso - não é causa por si só, mas sim quando associada com outros factores como sedentarismo e obesidade.
  • Assim que começar a dar insulina, vou ter de a utilizar para o resto da vida - Isto não é verdade em todos os casos, algumas pessoas tomam por um curto período de tempo.
  • A diabetes tipo 2 é menos grave que a diabetes tipo 1. Falso – A diabetes tipo 2, quando não tratada corretamente é tão ou mais grave que a diabetes tipo 1.
  • A diabetes tipo 1 nunca ocorre em adultos. Falso – Existem adultos magros a desenvolver diabetes tipo 1 e, mais raramente, jovens obesos com diabetes tipo 2.
  • Não quero insulina porque já faço muita medicação para outras doenças e tenho medo que vá interferir. Falso – A insulina consiste num tratamento eficaz e livre de interferências com a maioria dos outros medicamentos.

Ser diabético implica saber o que é a diabetes, as suas consequências e o que fazer para ser mais fácil viver com a doença!

Artigo de Opinião
Inês Ribeiro, farmacêutica Holon
Farmácia Piçarra

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