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Opinião
Alimentação e obesidade de mãos dadas
sexta-feira, 12 agosto 2016 10:46
Por: Dr. Luís Montenegro, Diretor Clínico do Hospital Veterinário Montenegro
Alimentação e obesidade de mãos dadas
A alimentação de um gato é uma das bases da saúde deste animal e, tal como nos seres-humanos, alimentação e obesidade podem andar de mãos dadas. Alimentar corretamente o animal de estimação é essencial para evitar problemas de saúde como é o caso da obesidade, que afeta 3 em cada 10 gatos.

A obesidade é entendida como uma consequência de uma alimentação desadequada face ao estilo de vida, ou seja, deve adaptar-se a alimentação consoante as necessidades nutricionais do gato. Ou seja, um gato que não pratique atividade física ou que não passeie, não necessitará de ingerir uma quantidade tão grande de calorias; também o gato bebé não necessita de uma alimentação tão rica em hidratos de carbono como um gato adulto.

A obesidade reduz a qualidade e a esperança média de vida, podendo conduzir a diversas doenças e problemas de saúde: patologias ortopédicas, problemas reprodutivos, articulares, de coluna e hepáticos. A má condição da pele e da pelagem, bem como a redução da resistência a infeções e os problemas cardíacos e respiratórios que são também resultado deste estado inflamatório crónico – a obesidade.

Um doença também relacionada com a obesidade é a diabetes cuja incidência tem vindo a aumentar também nos animais. É necessário educar os donos para as medidas de prevenção que evitem a obesidade como uma boa alimentação, exercício, controlo do peso do animal e visitas regulares ao veterinário.

Um gato obeso é um gato cujo peso é superior a 20% do seu ideal e devem ser tomadas medidas para tratar este problema e evitar, assim, muitas doenças, algumas delas graves. O dono deve administrar uma dieta adequada que passe por reduzir a quantidade de calorias e simultaneamente consiga manter um equilíbrio dos nutrientes. É importante o aconselhamento de um médico veterinário para que em conjunto com o dono definam metas a alcançar e o respetivo programa físico e nutricional. Por melhor que se conheça o seu animal de estimação, nem sempre é fácil conhecer as suas necessidades nutricionais, especialmente quando o seu peso é superior ao ideal.

A obesidade é a doença nutricional mais comum nos animais de estimação e que tem vindo a aumentar. Para contrariar esta tendência, é preciso também adaptar a qualidade de vida destes animais à rotina dos seus donos. Com o aumento do tempo despendido no trabalho, os animais acabam por ficar em casa muitas horas, conduzindo ao sedentarismo, sendo importante complementar a alimentação adequada com o incentivo à prática de exercício físico, como passeios e brincadeiras.

Alimentação e obesidade serão sempre indissociáveis por isso, pensar em alimentação requer pensar em necessidades nutricionais para evitar a obesidade; pensar obesidade requer estabelecer medidas preventivas que passam pela alimentação e pela adequação da rotina destes animais.

Dr. Luís Montenegro, Diretor Clínico do Hospital Veterinário Montenegro

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