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Opinião
Estatísticas, tendências, vantagens e desvantagens na contraceção
quinta-feira, 22 setembro 2016 11:57
Por: Joaquim Neves, especialista em Obstetrícia e Ginecologia
Estatísticas, tendências, vantagens e desvantagens na contraceção

É associada a questões de saúde, muitos remetem-na para métodos contracetivos, outros vêem-na como uma oportunidade de poder construir família mais tarde e poucos não a associam a nada. Estamos a falar de contraceção, cujo dia mundial é celebrado a 26 de setembro.

 

Muita coisa já foi falada e a maioria pode considerar um tema repetitivo mas nunca é demais informar quando em Portugal, de acordo com um estudo de 2015, 94% das mulheres sexualmente ativas recorrem à contraceção.

 

A inovação faz parte da contraceção, como de qualquer área da saúde, pelo que existe uma necessidade constante de informar e ser informado.

 

Hábitos, tendências, estatísticas são dados importantes que ajudam a mulher a decidir face às inovações e novos métodos contracetivos que surgem:
- 70% das adolescentes teve acesso a educação sexual;
- As mulheres mais jovens recorrem à internet e amigos para se aconselharem sobre a contraceção, enquanto que as mais velhas recorrem aos profissionais de saúde;
- 50% adquire o contracetivo no Serviço Nacional de Saúde;
- 22% das utilizadoras de pilula admitem que frequentemente se esquecem de tomar e, nestas situações, a maioria fala com o farmacêutico para saber como devem proceder;
- 88% das mulheres sexualmente ativas conhece a pílula de emergência e 17% afirma já ter utilizado;
- Existe uma tendência, desde o último estudo em 2005, para um aumento da utilização de métodos contracetivos não dependentes da utilizadora;
- 80% das utilizadoras de preservativo pensam em contraceção e prevenção de infeções sexualmente transmissíveis (IST);
- Em 81% das mulheres a qualidade de vida melhorou com o uso de contraceção.
(Dados do estudo Avaliação das práticas contracetivas das mulheres em Portugal)

 

Recentemente surgiu uma inovação em contraceção transdérmica, um selo de fácil aplicação, pequeno e esteticamente mais atrativo – o mini adesivo. Mas, mesmo estando a par das estatísticas e que existe inovação na área, há dúvidas que continuam a persistir: “O adesivo é o método contracetivo mais inovador mas a pílula é o método mais utilizado. Qual escolho?”.

 

Neste caso, além de perceber o que é o adesivo contracetivo, é necessário avaliar as respetivas vantagens e desvantagens:
- Solução privilegiada para as mulheres que são esquecidas ou não controlam o seu atual método contracetivo; a via transdérmica permite uma administração das hormonas contracetivas ao longo do tempo e em particular durante sete dias com eficácia contracetiva e mesmo que as mulheres se esqueçam de mudar o adesivo têm 48 horas para o fazer;
- Baixa dosagem; o novo mini adesivo contractivo preenche os critérios de baixa dosagem hormonal, tendo menor valor total das hormonas e libertando diariamente uma quantidade mais reduzida que o adesivo anterior;
- Fácil aplicação; é uma matrix transparente e de muito baixo relevo na pele, exigindo apenas uma pressão ligeira durante 30 segundos no ato da aplicação;
- Método semanal; aumentado a comodidade de utilização o que pode influenciar o cumprimento do tratamento contracetivo por parte das utentes.

 

Para fazer a melhor opção, nem sempre é suficiente conhecer as estatísticas, tendências, as vantagens e desvantagens. Há que ter em conta alguns fatores que permitem à mulher e ao casal fazer uma escolha livre sobre o melhor método contracetivo:
- Idade;
- Perfil de saúde;
- Valores culturais;
- Objetivos em termos de planeamento familiar ou perspetivas de fertilidade (quando quer engravidar e quantos filhos quer ter);
- Modo de ação dos vários métodos contracetivos;
- Eficácia contracetiva;
- Potenciais efeitos colaterais que podem ser nalguns casos vantagens contracetivas.

 

Terão todas as mulheres conhecimento destas informações? A verdade é que cada vez mais a sociedade tem procurado saber mais sobre saúde, de modo a tornar-se mais interventiva nas decisões que toma, com possibilidade de escolha após adequado aconselhamento e assumindo o compromisso no tratamento contracetivo (o que é fundamental para enaltecer a eficácia). Os profissionais de saúde e os meios de comunicação têm tentado dar resposta a esta tendência.

Artigo de Opinião
Joaquim Neves
Médico especialista em Obstetrícia e Ginecologia, Assistente na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa

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